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Há tempos ambientalistas apontam as rodovias como rotas que levam
o desmatamento às diferentes regiões da Amazônia. O mapa com os
focos de desmatamento mais recentes detectados pelo Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) parece comprovar esta
teoria: as áreas de devastação se concentram ao redor de
estradas como a Transamazônica, a BR 163 (Cuiabá-Santarém) e a
BR-364.
“Isso é algo conhecido em muitos estudos. A
estrada é algo que acelera o desmatamento fortemente”, afirma
Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
Em sua opinião, o governo precisa ter muito claro que a construção de rodovias é um fator fundamental para definir se em determinada região haverá desmatamento ou não, já que elas trazem todos os outros atores que contribuem para a destruição, como a especulação imobiliária, madeireiros, grileiros, entre outros. “Eles têm de levar em conta que esse é um processo que parte de uma decisão do governo”, diz.
Fearnside cita como exemplo o que aconteceu com a
BR-364, que cruza Mato Grosso e Rondônia, rumo ao Acre.
Asfaltada no começo dos anos 80, abriu uma grande frente de
destruição, segundo Fearnside: “Hoje, em Rondônia, praticamente
tudo que não está em reservas está desmatado”.
Veja abaixo o infográfico que mostra os últimos
focos de desmatamento detectados pelo Inpe e seu posicionamento
em relação a algumas das principais estradas da região:
Veja as últimas notícias e proteste contra queimadas e desmatamento.