11/03/09 - 18h35 - Atualizado em 11/03/09 - 19h25

Aquecimento global pode destruir 85% da Amazônia, aponta estudo britânico

Com aumento de 4 graus, destruição seria irreversível, segundo pesquisa.
Floresta demora mais para responder ao aquecimento do que se pensava.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Não só o desmatamento praticado pelo homem ameaça a Amazônia: cientistas britânicos apresentaram nesta terça-feira (10) um estudo segundo o qual 85% da floresta amazônica pode desaparecer se a temperatura do planeta subir 4 graus centígrados. A informação foi divulgada por sites de jornais ingleses como “The Times” e “The Guardian”.

No caso de uma elevação de apenas 2 graus - aumento que é tido como inevitável por boa parte da comunidade científica ainda neste século -, 40% da Amazônia deve desaparecer, calculam os pesquisadores do Centro Hadley do Escritório de Meteorologia do Reino Unido, uma das principais instituições de pesquisa de mudanças climáticas do país. 

 

 

Foto: Observatório da Terra/Nasa

Pôr do sol sobre o Rio Amazonas fotografado por um astronauta da Nasa. (Foto: Observatório da Terra/Nasa)


No caso de um aumento de 3 graus, a seca decorrente poderia destruir 75% da maior floresta tropical do mundo. A previsão é baseada em modelos desenvolvidos por computador. A principal novidade, reporta a imprensa britânica, é que os modelos sugerem que a floresta sofre as conseqüências do aquecimento global de forma mais lenta do que se pensava – pode demorar até um século para que um aumento de temperatura destrua determinado pedaço de vegetação.

“Um aumento de temperatura acima de 1 grau já implica em perdas futuras na floresta amazônica. Mesmo a comumente citada meta de 2 graus já compromete entre 20% e 40% de perda. Em qualquer escala de tempo, deveríamos ter a perda de floresta na Amazônia como irreversível”, disse Chris Jones, segundo nota do “Guardian”. O estudo foi apresentado numa conferência sobre aquecimento global em Copenhague, na Dinamarca.

 

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