17/03/09 - 13h30 - Atualizado em 17/03/09 - 14h28

Sem-terra negam associação com madeireiros em Rondônia

Grupo foi citado em matéria do jornal 'Folha de S.Paulo'.
Liga dos Camponeses pobres seria investigada pela PF.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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A Liga dos Camponeses Pobres (LCP), grupo de agricultores sem terra que atua em diversas regiões do país, nega que tenha se associado com madeireiros para explorar florestas em Rondônia.

 

A suspeita contra o grupo foi mencionada na última segunda-feira (16) em reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", segundo o qual a LCP é investigada pela Polícia Federal por suposta ligação com exploradores de madeira.

De acordo com a reportagem da "Folha", um relatório da PF indica que os sem-terra estariam fazendo parcerias com madeireiros da região de Buritis, Nova Mamoré e Campo Novo de Rondônia. Eles invadiriam florestas de fazendas produtivas e depois permitiriam a entrada dos desmatadores, dividindo o lucro da madeira.

Em nota divulgada nesta terça-feira, o grupo de sem-terra nega qualquer envolvimento com o corte ilegal de madeira. “Não possuímos grupo armado e não temos nenhum tipo de aliança com madeireiros”, diz trecho do comunicado da LCP.

O grupo também nega que seja uma dissidência radical do MST, como afirma a reportagem: “Todo mundo em Rondônia sabe que a LCP surgiu da histórica resistência dos camponeses de Corumbiara na tomada da fazenda Santa Elina, em agosto de 1995.”

A tomada da fazenda, citada pela LCP, culminou no chamado “massacre de Corumbiara”, quando foram mortos nove sem-terra e dois policiais em uma ação de reintegração de posse.

 

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