Chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um inquérito que investiga o deputado Ernandes Amorim (PTB-RO) pelo desmatamento de 16 quilômetros quadrados de floresta amazônica, incluindo áreas que estão dentro de parques e reservas. O pedido de abertura de inquérito foi feito pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, após apuração realizada pela Polícia Federal de Rondônia.
Segundo nota publicada pelo STF, a Procuradoria Geral da
República acredita que existem “fundados indícios dos delitos
ambientais” em terras que pertenceriam ao deputado.
Em entrevista ao Globo Amazônia,
Ernandes Amorim se diz vítima de perseguição política, e nega
qualquer acusação de crimes ambientais. “A lei ambiental é usada
para processar, para intimidar, e querem fazer isso comigo. Eu
não desmatei e não sou dono de desmatamento dentro de reserva”, afirma.
O inquérito contra o deputado foi acolhido pelo ministro Menezes Direito, que será o relator do caso no STF.
Cancelamento de reservas
Amorim tem sido crítico das fiscalizações realizadas pelo Ibama em parceria com a Polícia Federal em Rondônia, acusando os órgãos ambientais de agir com truculência. Ele também é autor de um projeto de lei que cancela a criação do Parque Nacional dos Campos Amazônicos e das Florestas Nacionais do Jamari e do Bom Futuro. “Elas foram criadas sem os devidos estudos, sem ver a realidade, em locais em que não deveriam estar”, alega o parlamentar.
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