24/03/09 - 10h31 - Atualizado em 24/03/09 - 10h56

Voluntários ajudam a salvar oito mil filhotes de tartaruga no Amazonas

Eles vigiaram por seis meses os ninhos dos animais.
Veja álbum de fotos do trabalho realizado na Amazônia.

Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo

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O trabalho de voluntários em conjunto com o governo garantiu o nascimento de 7.975 tartarugas no Rio Japurá, em uma das áreas mais remotas da Amazônia brasileira, onde o estado do Amazonas faz divisa com a Colômbia.

 

Veja álbum de fotos do nascimento das tartarugas

 

Foto: ICMBio/Divulgação

Tartarugas das espécies iaçá, tracajá e tartaruga-da-Amazônia nasceram em segurança no extremo oeste da Amazônia brasileira. (Foto: ICMBio/Divulgação)

 

Coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) – o órgão responsável por cuidar das reservas e parques e brasileiros –, o trabalho durou seis meses e terminou na primeira quinzena de março. Em uma praia da Estação Ecológica Juami-Japurá, três agentes ambientais voluntários vigiaram continuamente 285 covas onde estavam ovos de tartarugas das espécies iaçá, tracajá e tartaruga-da-Amazônia.

Grande parte dos ovos foi transferida de praias distantes da estação ecológica. Para garantir que os filhotes pudessem nascer com segurança, os voluntários desenterraram os ovos e os levaram para abrir em local protegido, garantindo que não fossem atacados por predadores ou consumidos por humanos.

Segundo chefe da estação ecológica, Leonard Schumm, o trabalho de proteção é necessário para que a população das três espécies de tartaruga pare de cair. “Em grande parte da Amazônia existe o costume de consumir quelônios – vulgarmente chamados de ‘bicho de casco’. Isso é cultural. Há diversos tipos de prato, e há pescadores especializados em capturar tartarugas”, explica.

 

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