Relatório divulgado nesta terça-feira (14) aponta que dez
propriedades rurais em Mato Grosso e no Pará plantaram soja em
áreas incluídas na chamada “Moratória da Soja”. Estas áreas
estão localizadas no bioma amazônico e foram desmatadas após
julho de 2006.
O acordo foi firmado entre o governo federal,
organizações ambientalistas, a Associação Brasileira das
Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação Nacional
dos Exportadores de Cereais (Anec), para evitar que a soja
estimule o avanço da devastação no bioma.
Pela moratória, as empresas que negociam soja se
comprometem a não comprar a produção de fazendas que se
localizem na área monitorada.
Ao todo, as áreas plantadas correspondem a 13,84
km² de um total de 1578,96 km² monitorados. O ministro do Meio
Ambiente, Carlos Minc, considerou o número “extraordinário”,
segundo nota divulgada por sua pasta. O fato de menos de 1% da
área desmatada recentemente ter sido ocupada por este tipo de
cultivo indica, segundo Minc, que “a soja deixou de ser fator
determinante do desmatamento da Amazônia”.
Em 2008, não foi encontrada nenhuma área com
plantio de soja, mas a área monitorada foi menor – 498,09 km².
A Abiove também afirma que os dados indicam que a
expansão da produção da soja é muito baixa naquela região. “As
principais empresas comercializadoras de soja e suas associações
(Abiove e Anec) confirmaram que não vão adquirir a produção
oriunda de áreas desmatadas após julho de 2006 localizadas no
bioma Amazônia”, diz nota da associação das indústrias de óleos.
A empresa contratada informa que, para fazer o
monitoramento, fez sobrevoos e visitas de campo a todas as áreas
desmatadas para identificar o tipo de uso e ocupação do solo. As
áreas foram fotografadas e documentadas. Também foram utilizadas
bases de dados oficiais da Fundação Nacional do Índio (Funai),
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama), Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
(Inpe).
A “Moratória da Soja” inclui alguma das maiores
empresas do setor, como Cargill, Bunge, ADM e Amaggi.
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