27/04/09 - 09h20 - Atualizado em 27/04/09 - 11h55

Madeireiros escondem tratores e fogem de fiscais ambientais no Pará

Serrarias clandestinas usavam madeira de reserva indígena.
Veja vídeo com bastidores de megaoperação ambiental do Ibama.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Quando os 30 carros da operação do Ibama chegaram na pequena cidade de Nova Esperança do Piriá, no Pará, praticamente já não havia mais madeireiros. As serrarias estavam vazias, e os tratores – as máquinas mais valiosas dos cortadores de árvores – haviam sumido no meio do mato.


Aprenda a vigiar o desmatamento usando o mapa do Globo Amazônia.  

A cidade, de cerca de 22 mil habitantes, tem a economia baseada na madeira. Segundo o Ibama, a maior parte das árvores é retirada de uma reserva indígena vizinha. Cerca de cem homens participam da operação, a maior realizada pelo Ibama em 2009. Eles vão ficar até o final de abril, quando todas as ilegalidades ambientais da cidade foram resolvidas. 

O Globo Amazônia acompanhou com exclusividade a chegada dos agentes em Nova Esperança. Veja, acima, o vídeo com cenas inéditas preparado para o portal.

 

Reforço pesado

 

Como o Ibama tem sofrido ameaças em fiscalizações no Pará, desta vez os fiscais do órgão ambiental estão acompanhados de agentes da Força Nacional de Segurança, Polícia Militar, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Funai e Polícia Rodoviária Federal.

 

Veja álbum de fotos da operação  

Logo nos primeiros dias de operação, 13 serrarias de Nova Esperança foram fechadas. Em uma delas, os fiscais encontraram armas, e uma pessoa foi presa. Um sobrevoo sobre a Terra Indígena Alto Rio Guamá identificou plantações de maconha e retirada ilegal de madeira. Vários fornos de carvão também foram destruídos. 

“Tem que haver presença do estado para acabar com essa atividade, porque os recursos naturais aqui já estão se exaurindo”, afirma o superintendente do Ibama no Pará, Anibal Picanço.

 

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Desemprego

Como grande parte da população depende das madeireiras para sobreviver, há grande tensão na região. Para diminuir o impacto econômico na cidade, a promessa do governo é que haverá distribuição de 2 mil cestas básicas e a regularização dos trabalhadores demitidos junto ao Ministério do Trabalho e Emprego, para que possam receber seguro-desemprego. Parte do material apreendido também deve ser revertido em obras na região.

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