A idéia original do empresário Ataídes Maeda, de 59 anos, era
enfrentar 7000 km de estradas no interior do Brasil em uma
caminhonete 1969. Em um percurso inusitado, ele partiria de São
Paulo, passaria por Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia.
Pegaria uma balsa pelo Rio Madeira e iria até Manaus, navegando
depois para Belém. Novamente de carro, desceria pelo Tocantins,
Goiás, Minas Gerais e voltaria para São Paulo.
A prudência o fez abandonar a vontade de encarar o
carro velho, mas não o caminho. Ele arrumou um companheiro de
viagem e, no último sábado (2), dirigindo uma caminhonete Fiat
Strada, deixou a cidade em direção à maior floresta tropical do mundo.
Veja álbum de fotos do primeiro trecho da expedição .
Paisagem rural em Rondônia, onde os aventureiros pegarão um barco até Manaus. (Foto: Marcos Bonas-Expedição Madeira/Divulgação)
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Maeda e o especialista em tecnologia Marcos Bonas, 32, chegaram a
Porto Velho na tarde da última terça-feira (5). Apesar de terem
flagrado rios cristalinos e belas paisagens nas estradas
empoeiradas do norte de Mato Grosso, eles se impressionaram com
a degradação na paisagem de Rondônia, onde predominam criações
de gado. “A gente viu alguns saguis na estrada, mas de floresta,
a paisagem está parecida com o interior de São Paulo”, relata
Bonas.
“As pessoas comentam, no caminho, que na época em
que foram para lá as terras eram de graça. Dizem que se
compravam áreas muito grandes com ‘uma caixa de pinga’. Assim
que o governo federal quis legalizar, todo mundo correu e limpou
[desmatou] a área para fixar a posse”, completa Maeda.
Logo que entraram em Mato Grosso, os aventureiros
começaram a ouvir motosserras por todos os cantos. “Vimos muito
caminhão de madeira vindo para São Paulo. No sentido contrário,
os caminhões-cegonha levavam caminhonetes”, conta Bonas.
Um dos locais mais preservados que os viajantes
passaram até agora são as reservas indígenas do nordeste de Mato
Grosso. “Tem muita cachoeira e corredeira, tudo muito bonito”,
descreve Bonas, que pagou R$ 20,00 de pedágio para poder passar
por uma estrada de terra que cruzava a reserva.
De balsa
De porto velho, Maeda e Bonas pretendem navegar por cerca de 2
mil quilômetros com a picape, passando por Manaus e depois
Belém, onde pegarão a estrada novamente. O final da viagem está
previsto para 26 de maio.
Toda a aventura pode ser acompanhada pelo site oficial da viagem, batizada de
Expedição Madeira. Bonas também criou um blog, um álbum de fotos no Picasa e posta
pequenas histórias da viagem no Twitter.
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