03/06/09 - 08h10 - Atualizado em 03/06/09 - 11h18

Onça pintada ameaçada por enchente é resgatada no Amazonas

Jaula de madeira estava sendo invadida pelas águas.
Animal estava machucado e desnutrido.

Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Foi por pouco que a onça pintada Janaína não morreu afogada nas enchentes do Rio Solimões, no Amazonas. Ela vivia em uma pequena jaula de madeira que ficava no meio de uma área alagada, e só foi resgatada quando a água já estava molhando seus pés.

 

Foto: Insituto Mamirauá/Divulgação

Por ficar muito tempo na água, onça sofreu ferimentos nas patas. (Foto: Insituto Mamirauá/Divulgação)

 

A onça era criada por um ribeirinho dentro da reserva de Mamirauá. Com cinco anos e pesando apenas 35 quilos – para um animal de sua idade, o ideal seria ter entre 50 e 60 quilos –, ela era alimentada com peixes. “O recomendado é que uma onça coma cerca de dois quilos de carne vermelha por dia”, explica Paulo Correa, gestor da reserva.

A história contada pelos moradores da comunidade de Bate Papo, onde Janaína vivia, era de que ela havia sido abandonada pela mãe. Quando tinha cerca de seis meses de idade, foi enjaulada em um caixote de madeira e ficou lá até o último domingo (31), quando foi resgatada. 

Animal arredio

Segundo o Instituto Mamirauá, que ajuda o governo a cuidar da reserva, a única pessoa que conseguia se aproximar da onça era seu dono, que faleceu em agosto de 2008. Como o animal era arredio, o pai do proprietário resolveu entregá-lo ao Ibama.

 

 

Foto: Arquivo Nex/Divulgação

Por mais de quatro anos, Janaína viveu em caixa de madeira improvisada. (Foto: Arquivo Nex/Divulgação)

Depois do resgate, Janaína foi encaminhada a uma brigada do Exército em Tefé, onde está sendo tratada. Quando estiver bem, ela fará uma longa viagem até o zoológico municipal Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG), onde ganhará um lar definitivo.

 

Foto: Arquivo Nex/Divulgação

Moradores de Mamirauá afirmam que o animal foi abandonado pela mãe. Especialistas avisam que onças não são animais de estimação, e requerem cuidados especiais para serem criadas em cativeiro. (Foto: Arquivo Nex/Divulgação)

O resgate foi realizado pela Secretaria de Meio Ambiente do Amazonas, com autorização do Ibama e apoio do Instituto Mamirauá e das Forças Armadas. Para o transporte do animal, os institutos vão contar com a ajuda da ONG NEX, especializada na conservação de felinos.

 

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