08/06/09 - 14h43 - Atualizado em 08/06/09 - 14h43

Ibama quer desestimular artesanato feito com penas de araras

Brincos, colares e tiaras são vendidos no festival de Parintins.
Segundo órgão ambiental, aves são mortas para a retirada de penas.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Cartaz divulgado em campanha do Ibama alerta para uso de penas de araras e papagaios. (Foto: Ibama/Divulgação)

O artesanato indígena feito de penas de araras, papagaios e gaviões está com os dias contados. O Ibama do Amazonas lançou, na última sexta-feira (5), uma campanha contra a compra de brincos, colares e cocares que levem penas de animais silvestres. Segundo o órgão ambiental, o comércio desses objetos têm levado a uma matança de aves naturais da região.

A campanha é voltada aos turistas que viajarão à Amazônia para assistir ao Festival Folclórico de Parintins, que será realizado no final de junho. Nessa época, são montadas barracas improvisadas para vender artesanato aos turistas.

 

O órgão ambiental informa que não são necessários animais silvestres para a confecção das peças artesanais. Podem ser utilizadas penas de animais domesticados, como pato, faisão ou pavão, ou mesmo penas artificiais, de plástico. Segundo o Ibama, as lojas da região já seguem essas instruções, e mesmo as fantasias utilizadas no festival de Parintins já não usam mais penas de animais silvestres como matéria-prima.

 

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