O governo britânico lançou uma iniciativa para que empresas declarem quais efeitos seus negócios têm sobre as florestas, em especial as tropicais. O projeto, batizado de Forest Footprint Disclosure -FFD (algo como “notificação sobre impacto na floresta”, em tradução livre), lançado nesta segunda-feira (15) pelo ministro de Desenvolvimento Internacional britânico Gareth Thomas, visa fazer com que as companhias tenham mais responsabilidade em relação a todas as cadeias produtivas em que estão envolvidas.
Gado criado irregularmente em terra indígena no Pará. (Foto: Reprodução/TV Globo)
A ideia é que elas declarem suas “pegada na floresta”, ou seja, o
quanto causam de desmatamento, assim como muitas já fazem com as
emissões de carbono. O governo espera publicar no começo de 2010
um relatório sobre a contribuição das empresas da FTSE 100,
índice composto por cem importantes companhias da Bolsa de
Londres, para a devastação. Com isso, os investidores poderiam
optar por não comprar ações de empresas que utilizam
matérias-primas produzidas em áreas desmatadas da Amazônia, por exemplo.
Nota da agência Reuters aponta que um grupo de 12
grandes administradores de fundos, que somados chegam US$ 1,3
trilhão, apóiam a iniciativa. Essas instituições financeiras
mandaram uma carta para 200 companhias que poderiam ser
responsáveis por algum desmatamento para que apresentem que
efeitos seus negócios têm sobre as florestas mundiais.
A questão da responsabilidade indireta sobre o
desmatamento tem sido bastante debatida também no Brasil, onde
recentemente grandes
redes de supermercados anunciaram que deixariam de comprar
de frigoríficos que supostamente vendem carne produzida
em áreas devastadas ilegalmente na Amazônia.
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