25/06/09 - 11h08 - Atualizado em 25/06/09 - 11h21

Onça que escapou de cheia no AM é adotada por zoológico em MG

Janaína andou de barco, avião e furgão para chegar a Uberlândia.
No AM, ela estava presa em jaula de madeira, machucada e desnutrida.

Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Quase um mês depois de se salvar das cheias no Amazonas, a onça pintada Janaína chegou ao seu novo lar, o zoológico municipal Parque do Sabiá, em Uberlândia. Ela vivia em uma pequena jaula de madeira que ficava no meio de uma área alagada no Rio Solimões, e só foi resgatada quando a água já estava molhando suas patas.

 

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Foto: Arquivo Nex/Divulgação

Onça tem cinco anos e pesa apenas 35 quilos. (Foto: Arquivo Nex/Divulgação)

 

Janaína foi transportada de lancha até a cidade de Tefé (AM), onde recebeu cuidados veterinários. De lá, foi de balsa até Manaus, de avião até Brasília e de furgão até Minas Gerais.

 

 

Apenas peixes

 

A onça era criada por um ribeirinho dentro da reserva de Mamirauá. Com cinco anos e pesando apenas 35 quilos – para um animal de sua idade, o ideal seria ter entre 50 e 60 quilos –, ela era alimentada com peixes.

 

Foto: Joana Macedo-IDSM/Divulgação

Após o resgate Janaína foi transportada de lancha até Tefé (AM). (Foto: Joana Macedo-IDSM/Divulgação)


A história contada pelos moradores da comunidade de Bate Papo, onde Janaína vivia, era de que ela havia sido abandonada pela mãe. Quando tinha cerca de seis meses de idade, foi enjaulada em um caixote de madeira e ficou lá até o último domingo (31), quando foi resgatada. 

Animal arredio

Segundo o Instituto Mamirauá, que ajuda o governo a cuidar da reserva, a única pessoa que conseguia se aproximar da onça era seu dono, que faleceu em agosto de 2008. Como o animal era arredio, o pai do proprietário resolveu entregá-lo ao Ibama.

 

Foto: Arquivo Nex/Divulgação

Por mais de quatro anos, Janaína viveu em caixa de madeira improvisada. (Foto: Arquivo Nex/Divulgação)

O resgate foi realizado pela Secretaria de Meio Ambiente do Amazonas, com autorização do Ibama e apoio do Instituto Mamirauá e das Forças Armadas. Para o transporte do animal, os institutos vão contar com a ajuda da ONG NEX, especializada na conservação de felinos.

 

Foto: Arquivo Nex/Divulgação

Moradores de Mamirauá afirmam que o animal foi abandonado pela mãe. Especialistas avisam que onças não são animais de estimação, e requerem cuidados especiais para serem criadas em cativeiro. (Foto: Arquivo Nex/Divulgação)

 

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