O alvo criminoso escolhido na última semana pelo Ibama são as
madeireiras clandestinas que operam na região oeste do Pará.
Elas cortam árvores em uma área ainda preservada, onde o órgão
ambiental calcula que existam cerca de R$ 30 bilhões em madeira.
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A operação ocorre em conjunto com a Polícia
Federal e a Polícia Civil do Pará. Como as madeireiras usam
balsas para transportar a madeira, os fiscais estão tentando
barrar a circulação de barcos com carregamentos clandestinos,
que usam como rota principal o rio Curuá-Una, um dos afluentes
do Amazonas.
Até agora, agentes do Ibama e policiais da
Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, apreenderam mais de
40 mil metros cúbicos de madeira nobre – o suficiente para
carregar 1.600 caminhões. Quatro pessoas foram presas. A carga
está avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões. Várias armas
foram apreendidas no acampamento.
Por determinação do Ministério do Meio Ambiente, a Polícia
Federal, a Força Nacional de Segurança e o Ibama iniciaram uma
grande operação de desarmamento. A ideia é desfazer o sistema de
proteção a crimes ambientais, impedindo a atuação de milícias
que dão apoio à exploração ilegal de madeira na região oeste do
Pará.
"Nós temos ciência de que existem
acampamentos com pessoas fortemente armadas na região. A gente
pretende desarticular essas quadrilhas para poder fazer a
apreensão dessa madeira e retirar essa madeira de lá”, explicou
Gustavo de Podestá, chefe de Fiscalização do Ibama em Santarém.
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