15/07/09 - 11h10 - Atualizado em 15/07/09 - 14h23

Thomas Lovejoy estreia coluna no Globo Amazônia

Biólogo é um dos mais respeitados pesquisadores de biodiversidade.
Na Amazônia, que conhece há 40 anos, desenvolveu muito de seu trabalho.

Dennis Barbosa Do Globo Amazônia, em São Paulo

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O novo colunista do Globo Amazônia, Thomas Lovejoy. (Foto: Arquivo Pessoal)

O Globo Amazônia tem, a partir desta quarta-feira (14), um novo colunista: o biólogo Thomas Lovejoy, um dos mais renomados e respeitados cientistas do mundo quando o assunto é conservacionismo, biodiversidade e florestas tropicais.

 

Mais que isso, ele é considerado o responsável pela introdução do termo biodiversidade no meio científico.

Logo em seu primeiro artigo (clique aqui para ler), Lovejoy brinda os leitores com informação de um estudo do Banco Mundial ainda inédito: o ponto sem retorno da destruição da floresta amazônica pode estar mais perto do que se pensava. A pesquisa calcula que se 20% do bioma for devastado, deve entrar em declínio de forma irreversível. O mais preocupante é que, segundo dados oficiais, 17% já foram destruídos, ou seja: falta pouco para chegarmos ao limite.

Doutor pela Universidade de Yale, Lovejoy conhece a Amazônia desde 1965. Atualmente, o pesquisador vive nos EUA e ocupa a cátedra de biodiversidade do Centro Heinz para Ciências, Economia e Meio Ambiente.


Seu trabalho é dos mais relevantes, entre outras coisas, por ter sido pioneiro em alertar para o aumento da extinção de espécies devido à degradação do meio ambiente e maior ocupação humana do planeta. Também foi Lovejoy quem lançou a ideia de permitir que países em desenvolvimento desenvolvessem atividades de conservação em troca da redução de suas dívidas externas.

O pesquisador foi ainda responsável pela criação do Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais, parceria do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) com a Smithsonian Institution.

Por meio da análise do comportamento de “pedaços” de floresta de diferentes tamanhos, o projeto permitiu determinar que tamanho precisam ter as reservas florestais para que consigam manter sua biodiversidade.

Lovejoy já foi assessor do Banco Mundial, das Nações Unidas e do governo americano, além de ter sido vice-presidente da organização WWF nos EUA. Em 2001, ganhou o Prêmio Tyler, o mais prestigioso no campo da ciência ambiental nos EUA. No Brasil, o cientista recebeu a Ordem de Rio Branco e a Ordem Nacional do Mérito Científico.

 

O endereço da coluna de Thomas Lovejoy é:

 

http://colunas.globoamazonia.com/thomaslovejoy .

 

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