Entre 2000 e 2008, os parques e reservas da Amazônia sofreram um
desmatamento de 22,5 mil quilômetros quadrados – área
equivalente à metade do estado do Rio de Janeiro, que tem 43,7
mil km². O levantamento, feito pelo Instituto do Homem e Meio
Ambiente da Amazônia (Imazon) levou em consideração as leituras
de imagens de satélites feitas pelo Inpe (Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais) durante esse período.
Os dados foram publicados junto com um estudo do
instituto em que são analisadas as infrações ambientais
cometidas dentro de unidades de conservação – como são chamados
tecnicamente os parques, reservas e áreas de proteção.
Capa do relatório do Imazon mostra a devastação ocorrida em 20 anos na Floresta Nacional do Bom Futuro, em Rondônia. A reserva é uma das mais devastadas da Amazônia.
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Segundo o Imazon, entre 1998 e 2008 houve pelo menos 1.286 autos
de infração registrados pelo Ibama dentro desses locais
protegidos. A maioria dos casos é de queimada, desmatamento ou
exploração ilegal de madeira. Esses autos teriam gerado cerca de
R$ 21 milhões em multas, mas apenas uma pequena parte deles foi
paga.
Para medir a efetividade das multas aplicadas pelo
Ibama, os pesquisadores Paulo Barreto e Marília Mesquita fizeram
uma análise detalhada de 34 casos ocorridos no Pará nesse
período. Juntos, eles corresponderam a 87% do total de multas em
áreas protegidas nesse estado.
De acordo com o Imazon, apenas 3% dos casos
analisados haviam sido encerrados (a multa paga ou o infrator
absolvido). O restante estava empacado em alguma esfera
administrativa ou na Justiça, mesmo após vários anos da infração cometida.
Soluções
Uma das principais sugestões do Imazon para inibir crimes
ambientais dentro de parques e reservas é a prevenção. “A
maioria das reservas está no papel. Não tem planos de manejo,
não tem uma vigilância permanente”, afirma Barreto.
“Na ausência de vigilância, teríamos que ter uma
responsabilização [pelos crimes ambientais] muito rápida. Não
seria necessário vigiar tanto se a pena fosse aplicada
rapidamente, mas hoje a pena praticamente não é aplicada”,
defende o pesquisador.
Desmatamentos, queimadas e notícias sobre toda a Amazônia
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que também permite a internautas protestar contra a
destruição da floresta.
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