O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
detectou desmatamento de 498 km² da floresta amazônica no mês de
agosto. A área equivale a cerca de um terço do município de São
Paulo. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24).
Deste total, 301 km² foram registrados no Pará,
105 km² no Mato Grosso e 51 km² em Rondônia. Somado, o
desmatamento nos outros estados da Amazônia não passou de 41
km². O bom tempo ajudou na observação via satélite, pois apenas
17% da região estava coberta por nuvens.
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Mapa do Inpe mostra os focos de desmatamento detectados no mês de agosto. Em rosa, as áreas que ficaram encobertas por nuvens. (Foto: Inpe/Divulgação)
Em relação ao mês anterior, quando houve 836 km² de desmatamento, há uma redução de 40% do desmatamento. Quando comparado a agosto de 2008, quando foram registrados 756 km² devastados, a diminuição é de 34%.
| Pará | 301,18 |
| Mato Grosso | 105,24 |
| Rondônia | 50,93 |
| Amazonas | 21,73 |
| Acre | 6,32 |
| Maranhão | 4,64 |
| Amapá | 3,49 |
| Roraima | 3,2 |
| Tocantins | 1,4 |
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Como ressalta o Inpe, uma comparação entre meses subsequentes não
pode ser feita de forma precisa, pois, com o Sistema de Detecção
de Desmatamento em Tempo Real (Deter), a cobertura de nuvens
sempre impede que parte da região seja monitorada pelas imagens
de satélite.
Em breve, os focos de desmatamento poderão ser
vistos de forma simples e amigável no mapa interativo do Globo
Amazônia, que mostra os pontos de destruição da floresta e
possibilita aos internautas protestar contra queimadas e
desmatamentos. Saiba
como utilizar o mapa.
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O sistema Deter identifica apenas focos de devastação com área maior que 250.000 m² (25 hectares). Para o cálculo das áreas desmatadas, são consideradas tanto as matas que foram completamente destruídas – que sofreram o chamado ‘corte raso’ – quanto os locais em que houve degradação parcial da floresta.
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