Cientistas encontraram numa floresta tropical fossilizada de 300
milhões de anos, nos EUA, pistas dos efeitos que o aquecimento
global pode ter sobre biomas atuais semelhantes, entre eles o
amazônico.
Equipe liderada pelo pesquisador Howard
Falcon-Lang, da Universidade de Londres, que descobriu a
floresta de plantas gigantes numa mina de carvão no estado de
Illinois, em 2007, verificou que, durante épocas glaciais, a
mata secou e se retraiu, ficando à beira da extinção. No
entanto, quando a floresta se fossilizou, numa fase mais quente,
ela novamente tinha uma grande variedade de espécies tropicais.
Planta fossilizada em Illinois: floresta beirou a extinção na era glacial, mas teve grande diversidade no calor. (Foto: Howard Falcon-Lang/ISGS/Divulgação)
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“Estas descobertas mudam radicalmente nosso entendimento das primeiras florestas tropicais da Terra. Costumávamos achar que estes eram ecossistemas estáveis, sem alteração por dezenas de milhões de anos. Agora sabemos que são incrivelmente dinâmicos, sendo constantementes afetados pela mudança climática”, afirmou Falcon-Lang, segundo nota divulgada pela Universidade de Londres. O artigo com os resultados da pesquisa foi publicado na edição de outubro da revista "Geology".
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O estudo da floresta fossilizada pode ajudar a
prever como a mudança climática vai impactar a Amazônia. “Se
pudermos entender como o clima afetou as florestas tropicais num
passado distante, poderemos inferir como irão responder no
futuro. Mostramos que, dentro de certos limites, as florestas
tropicais são resistentes à mudança climática. No entanto, uma
alteração climática extrema pode levá-las além de um ponto sem
retorno”, disse o pesquisador.
A floresta tropical gigante descoberta pela equipe
de Falcon-Lang em Illinois é a maior de seu tipo no mundo e
ficou fossilizada no período carbonífero, quando se formou a
maior parte das reservas de carvão mineral do mundo.
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