12/11/09 - 18h04 - Atualizado em 12/11/09 - 19h14

Pesquisadores e ONGs comemoram queda recorde no ritmo do desmatamento

Mas também cobram governo para assumir metas em Copenhague.
Confira a opinião dos maiores especialistas em Amazônia.

Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Ongs e pesquisadores comemoram a redução drástica no ritmo de desmatamento da Amazônia divulgada nesta quinta-feira (12), mas não deixam de cobrar mais ações do governo, em especial uma meta de redução de emissões de gases estufa. Confira abaixo a opinião dos maiores especialistas da área:

 

"É preciso reconhecer os esforços do governos federal e estaduais que resultaram na redução da taxa de desmatamento, mas precisamos ampliar a sustentabilidade dessas ações e estender o combate ao desmatamento a outros biomas do Brasil. Isso é imprescindível para que o Brasil assuma compromissos claros com relação às emissões de carbono, para que o país assuma posição de liderança na nova economia verde".

Cláudio Maretti, superintendente de conservação do WWF-Brasil.

 

“A opinião pública brasileira é sócia da queda no desmatamento. Quando o governo cumpre a lei, o desmatamento cai.”
Paulo Adário, coordenador da Campanha de Amazônia do Greenpeace

 

Aprenda a vigiar o desmatamento usando o mapa do Globo Amazônia.


“Há duas causas: o reforço do controle e a crise econômica, que acabou reduzindo os financiamentos e mexeu com os preços de produtos agrícolas.”
Paulo Barreto, pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon)

“O importante é que isso dá confiança ao governo para assumir uma meta em Copenhague para emissões [de gases de efeito estufa]. O governo consegue controlar o desmatamento se isso for uma prioridade nacional.”
Philip Fearnside, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

 

“A consolidação de uma tendência de queda na taxa de desmatamento abre a maior oportunidade em um pais em desenvolvimento para fazer uma revolução em prol de uma economia mais sustentável. Isso demonstra que é possível estabelecer medidas de redução de emissões sem perder a possibilidade de crescimento econômico.”
Paulo Moutinho, Coordenador de Pesquisa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam)

 

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