12/11/09 - 19h59 - Atualizado em 12/11/09 - 19h59

Apesar de queda, devastação é de um campo de futebol por minuto na Amazônia

Em um ano, floresta perdeu 7.008 km², área maior que o Distrito Federal.
Número é o menor em 21 anos, desde que estatística começou a ser feita.

Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo

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O ritmo do desmatamento da Amazônia alcançou seu menor nível em 21 anos, desde que o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) começou a medir a devastação da floresta. Segundo estatísticas do instituto, a floresta perdeu 7.008 km² entre agosto de 2008 e julho de 2009. A área é um pouco maior do que o Distrito Federal, que mede 5.802 km².

 

Aprenda a vigiar o desmatamento usando o mapa do Globo Amazônia.

Em relação ao mesmo período anterior (2007-2008), quando foram registrados 12.911 km² de destruição, houve uma queda de 45% no ritmo do desmatamento. Ainda que a queda seja considerável, a velocidade da destruição impressiona, pois 7 mil km² por equivalem a 1,4 campos de futebol arrasados por minuto na maior floresta tropical do mundo.

 

Foto: Arte/G1

Última medição revela o menor desmatamento da série histórica. (Foto: Arte/G1)

Especialistas ouvidos pelo Globo Amazônia comemoram a queda, mas afirmam que essa é a oportunidade para o Brasil assumir metas de redução de gases de efeito estufa, já que o desmatamento é a principal causa da poluição no país. “Isso demonstra que é possível estabelecer medidas de redução de emissões sem perder a possibilidade de crescimento econômico.”, avalia o pesquisador Paulo Moutinho, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). ]

 

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Medidas estaduais

O Pará é o estado onde houve maior destruição. O estado perdeu 3.687 km² de florestas – área equivalente a mais de duas vezes o município de São Paulo. Ainda assim, houve queda em relação à medição anterior, como ocorreu com todos os estados da Amazônia (veja ranking).

As taxas anuais de desmatamento são estimadas pelo sistema Prodes, o mais detalhado para monitoramento da devastação. A área medida se refere somente ao corte raso, ou seja, o estágio final de devastação em que praticamente não há mais árvores e o solo já foi tomado por vegetação de pastagem. A margem de erro é de 10%, e os números finais devem ser consolidados em março do próximo ano.

 

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