13/11/09 - 17h12 - Atualizado em 13/11/09 - 17h12

Minc diz que crise não influenciou queda de 45% no desmatamento

Devastação na Amazônia foi de 7 mil km² entre 2008 e 2009.
Para ministro, foram ações governamentais que diminuíram devastação.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, refutou a tese de que a crise econômica tenha sido um dos principais fatores que contribuíram com a queda recorde no desmatamento da Amazônia. Segundo o ministro, foram ações governamentais que mostraram eficácia contra a devastação, como o corte de crédito para agropecuaristas com problemas ambientais e fundiários, o controle da cadeia produtiva da soja e a fiscalização de crimes ambientais. As informações são da Agência Brasil.

 

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Nesta quinta-feira (12), o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) divulgou queda de 45% no desmatamento da Amazônia entre agosto de 2008 e julho de 2009. Segundo estatísticas do instituto, a floresta perdeu 7.008 km² nesse período, contra 12.911 km² entre 2007 e 2008. O número é o mais baixo em 21 anos, desde que o Inpe começou a medir a devastação.

Em entrevista ao Globo Amazônia, o diretor da ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Roberto Smeraldi, disse que a crise econômica era um dos principais fatores que influenciaram a queda no desmatamento. Segundo ele, a busca por produtos agropecuários caiu, desestimulando fazendeiros a abrir novas áreas.

Minc discorda dessa tese. “A crise começou a influir a partir de dezembro. A queda do desmatamento começou em junho, portanto seis meses antes”, disse ele após o lançamento do Parque Fluvial do Rio Macabu, na região serrana do Rio, segundo a agência de notícias do governo. “Quando o desmatamento aumenta, a culpa é nossa, mas quando diminui dizem que é a crise. Então, vamos ser um pouco mais sérios”, afirmou o ministro.

 

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