21/11/09 - 07h00 - Atualizado em 21/11/09 - 07h00

Zoológico de Belém recebe do Ibama onça órfã de seis meses

Mãe do animal havia sido morta na Ilha de Marajó.
Felino nunca mais poderá voltar a viver na floresta.

Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo

Tamanho da letra

Uma pequena onça-pintada de seis meses já pode ser visitada no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, em Belém. O filhote, que é fêmea, veio de Anajás (PA), na Ilha de Marajó, onde perdeu a mãe e foi adotada provisoriamente por um professor, que a entregou ao Ibama.

O bicho irá ocupar o espaço da onça-pintada Bemp, de 22 anos, que faleceu em julho. Segundo o veterinário Antonio Messias Costa, responsável por tratar do animal, os técnicos do museu estão tomando cuidado para não humanizar o felino, já que a oncinha ainda é insegura e tende a criar laços afetivos com as pessoas, perdendo o instinto natural.

 

Foto: Messias Costa-Museu Goeldi/Divulgação

Mãe da pequena onça foi morta na Ilha de Marajó. Com seis meses, animal ficará exposto no Parque Zoobotãnico do Museu Goeldi, em Belém. (Foto: Messias Costa-Museu Goeldi/Divulgação)

 

“Ela não tem chance de voltar à natureza”, afirma Costa. De acordo com ele, se a onça for solta irá procurar ambientes próximos às pessoas, e correrá risco de vida.

 

Cuidados especiais

 

Apesar do parque já ter outras duas onças, o filhote será criado em um ambiente solitário. “Cada onça tem uma área isolada, para imitar o comportamento natural, já que elas vivem sozinhas na natureza”, conta o veterinário.

Aos seis meses, a onça ainda está comendo cerca de 800 gramas de carne por dia. Quando ficar adulta, contudo, poderá chegar a comer até cinco quilos a cada dois dias. Segundo o veterinário, elas não podem ser alimentadas diariamente para não engordarem muito, já que não têm muita atividade em cativeiro.

 

Siga o Globo Amazônia no Twitter
Leia mais notícias de Amazônia