20/11/09 - 18h40 - Atualizado em 20/11/09 - 19h43

Fiscais não encontram caminhões que teriam sido apreendidos por índios no PA

Informação era de que veículos eram usados para explorar terra indígena.
Índios disseram que caminhoneiros fugiram, segundo Ibama.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Fiscais do Ibama que estiveram na Terra Indígena Alto Rio Guamá não localizaram os caminhões que, segundo informações recebidas pelo instituto, teriam sido retidos pelos índios tembé ao serem flagrados extraindo madeira ilegalmente em seu território. Os agentes entraram na reserva na quinta-feira (19) e foram informados pelos índios de que os caminhões teriam fugido.

No entorno da terra indígena, porém, os fiscais flagraram um caminhão transportando ilegalmente 30 metros cúbicos de madeira serrada e outro veículo com 30 metros cúbicos de toras quando entrava numa serraria na BR-010, em Ipixuna, a 110 quilômetros da terra dos tembés.

 

Ao fiscalizar a serraria, os agentes encontraram mais 250 metros cúbicos de madeira e 30 metros cúbicos de carvão ilegais.
 

Foto: Thomás Sottili/Funai

Em abril, fiscais do Ibama flagraram madeireiras que exploravam ilegalmente a reserva. Na mesma operação foram encontrados pés de maconha na área dos índios. (Foto: Thomás Sottili/Funai)

Na última terça-feira (17), 16 pessoas foram presas acusadas de desmatar a reserva, que fica a 40 quilômetros de Paragominas (PA). Foram confiscadas motosserras, duas armas de fogo, dois caminhões carregados de toras e um carro. Um dos presos, segundo a polícia, é ex-vereador do município de Nova Esperança do Piriá, também no Pará. Os acusados, conduzidos para a delegacia de Paragominas, foram autuados em flagrante por crime ambiental e formação de quadrilha.

O cacique Sérgio Tembé disse ao Ibama que os madeireiros aproveitaram a realização da Décima Edição dos Jogos dos Povos Indígenas, que aconteceu em Paragominas no início de novembro, para invadir a reserva.

 

Plantação de maconha

 

Cerca de mil índios vivem na Alto Rio Guamá, que reúne três aldeias, segundo o órgão ambiental. Um terço da reserva já foi destruído por madeireiros, produtores rurais e até traficantes. Em abril, foram encontradas plantações de maconha dentro da terra indígena. Na mesma operação, foram flagradas serrarias que exploravam madeira da área dos índios.

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