24/11/09 - 17h38 - Atualizado em 24/11/09 - 17h39

Para embaixador brasileiro, acordo climático só sai no final de 2010

Sérgio Serra afirma que encontro na Dinamarca não será decisivo.
Mas diz que Copenhague vai ajudar a preparar consenso para 2010.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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A conferência do clima da ONU (COP 15), que acontece em dezembro em Copenhague, não terminará com um documento definitivo sobre as mudanças climáticas, afirma o embaixador extraordinário para a Mudança do Clima, Sérgio Serra. Segundo ele, a indefinição dos EUA em definir metas é uma das principais barreiras para se chegar a um acordo.

Neste terça-feira (24), durante conferência no Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em Brasília, Guerra afirmou que um consenso deve ser atingido só no final de 2010. “Isso na melhor das hipóteses, partindo do princípio de que em Copenhague venhamos a ter um documento político, cobrindo diversos temas, como mitigação e adaptação [às mudanças do clima]”, disse.

O coordenador-geral de Mudança Global do Clima do Ministério de Ciência e Tecnologia, José Miguez, também não é otimista em relação a um bom acordo na Dinamarca. “O resultado de Copenhague é imprevisível, mas o problema é que as posições hoje são muito divergentes, o que deixa pouco espaço de manobra para se ter consenso”, afirmou ele no evento do Ipea. 

 

Metas fracas

 

Guerra também afirmou que as metas de redução de emissão de gases que os países desenvolvidos estão levando a Copenhague são bastante modestas. “A média desses comprometimentos não chegaria a 17% [de redução em relação a 1990], se todo mundo fizesse o máximo que está-se propondo.”

Segundo a recomendação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), países desenvolvidos deveriam se comprometer em reduzir, até 2020, entre 25 e 40% suas emissões em relação ao que poluíam em 1990.

 

 

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