26/11/09 - 19h41 - Atualizado em 26/11/09 - 19h42

Minc contesta dados de desmatamento da Amazônia divulgados pelo Imazon

'Tendência de queda no desmatamento continua', diz ministro.
Instituto faz monitoramento independente da devastação.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, contestou em nota divulgada nesta quinta-feira (26), os dados de desmatamento da Amazônia em outubro publicados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). “A tendência de queda no desmatamento continua”, afirma o ministro.

“Contrariamente ao que foi divulgado pelo Imazon, os dados preliminares fornecidos pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e os nossos trabalhos de campo sinalizam para a continuidade, em outubro, da redução do desmatamento na floresta. E, seguramente, no período de agosto/2009 a julho/2010, teremos outra vitória, reduzindo o desmatamento ainda mais”.


O Imazon, que utiliza uma metodologia diferente do Inpe para classificar o desmatamento nas imagens de satélite, registrou um acumulado no período de agosto a outubro de 2009 de 682 km² devastados, enquanto no mesmo período do ano anterior havia encontrado 525 km². Isso representa um aumento de 30%.

Ainda segundo a nota de Minc, o “Inpe, em função da forte cobertura de nuvens, ainda não divulgou os dados relativos a outubro”. O Imazon, por sua vez, afirma que “havia pouca cobertura de nuvens na região e por isso foi possível monitorar 87% da Amazônia Legal”.

De acordo com o ministro do Meio Ambiente, o Inpe fornecerá os números do desmatamento a cada dois ou três meses, como costuma fazer nesta época mais chuvosa do ano.

“Embora não tenhamos as informações do Inpe, a diretoria de proteção ambiental do Ibama, em seu trabalho de monitoramento e combate ao desmatamento, nos informa que em outubro, e até mesmo nos primeiros dias de novembro, a tendência de queda continua sendo verificada.

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