A falta de conhecimento da floresta já derrubou grandes projetos implantados na Amazônia. Às margens do Rio Tapajós, estão as ruínas de um sonho americano. Fordlândia surgiu nos anos 20, numa tentativa de Henry Ford de fugir do monopólio dos ingleses sobre a borracha.
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Eles produziam na Ásia. Ford imaginou voltar às origens, na
Amazônia. Foram construídos bairros inteiros com jeito de filme
de Hollywood. Mas as casas, ótimas para os Estados Unidos, eram
quentes demais, e houve outros choques de culturas.
“Queriam que o caboclo comesse prato de verdura. A
alimentação deles, teve briga. Estavam armados com facas foi
feia a coisa”, conta a professora Maria Raimunda. Conflitos como
esse, a batalha do hambúrguer e do espinafre contra o peixe com
farinha, são só um sintoma de um problema muito maior,
responsável pelo fracasso não só desse, mas de muitos outros
projetos na Amazônia: a falta de conhecimento sobre a região por
parte de quem chega de longe.
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Os americanos não sabiam que no meio da floresta as pragas que
atacam as seringueiras têm inimigos naturais. Mas com queimadas
e desmatamentos, e seringueiras plantadas a céu aberto, a
empreitada não deu certo
Outro projeto ambicioso que fracassou é a Rodovia
Transamazônica. São milhares de quilômetros cortando a floresta,
para integrar a Amazônia ao restante do país. Deveria chegar até
Benjamim Constant (AM), na fronteira com o Peru. Mas acaba de
fato centenas de quilômetros antes, em Lábrea (AM).
Mesmo em Lábrea, o principal caminho para escoar
mercadorias continua sendo o Rio Purus. São sete dias de
navegação até Manaus, apesar de acidade estar junto a uma das
maiores rodovias brasileiras, a BR 230 ou Transamazônica. O
problema é que ela fica intransitável na época de chuva.
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