Ativistas da organização não governamental (ONG) Greenpeace e de movimentos indigenistas tentaram entregar, na tarde desta quarta-feira (8), em Cancún, no México, o "troféu motosserra de ouro" para a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
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Segundo manifestantes, o "troféu" levado para a
senadora critica sua postura em defender mudanças na atual
legislação ambiental brasileira. Kátia Abreu foi abordada no
hotel em que está hospedada em Cancún, mas recusou a
"motosserra de ouro".
Kátia Abreu foi procurada, via assessoria de
imprensa, pela reportagem do Globo Amazônia
para comentar o caso. Mas não respondeu ao pedido de entrevista
até o fechamento do texto. A senadora comentou o
"prêmio" em sua conta no Twitter: "Estou na COP
16. Infelizmente, encontrei aqueles que fazem teatro em torno do
meio ambiente para manterem seus salários", disse.
A senadora acompanha, no México, a 16ª edição da Conferência do Clima das Nações Unidas, COP 16, onde apresentou nesta semana o lançamento mundial do Projeto Biomas, que tem investimento de R$ 40 milhões e será realizado durante 9 anos pela CNA e pela Embrapa para pesquisar biomas no Brasil.
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Kátia Abreu disse em Cancún que a reserva legal se comporta como um "corpo estranho" dentro de uma propriedade rural. Pela legislação ambiental brasileira, a reserva legal é uma área que deve ter sua vegetação protegida dentro da propriedade, mas propostas de alteração no Código Florestal defendidas pela bancada ruralista no governo querem flexibilizar esta proteção.
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O tema opõe ruralistas e ambientalistas, que defendem a manutenção do Código Florestal existente, criado em 1965 e complementado com medidas provisórias.
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