15/12/10 - 10h46 - Atualizado em 15/12/10 - 12h39

Debate sobre novo Código Florestal ainda opõe deputados em Brasília

Para Edson Duarte, do PV, ambientalistas querem buscar entendimento.
Micheletto diz que ruralistas fizeram acordo e deverão cumprir.

Do Globo Amazônia, com informações do Globo Rural

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Nesta terça-feira (14), o clima na Câmara dos Deputados, em Brasília, esquentou mais uma vez entre ruralistas e ambientalistas que discordam sobre a votação do requerimento de urgência para o projeto de lei que cria o novo Código Florestal.

 

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Os deputados travaram mais uma queda de braço para tentar votar com urgência o relatório do Código Florestal. Mas não conseguiram se entender.

 

“Nós que defendemos o movimento ambientalista estamos muito mais apostando na construção do resultado do que os ruralistas, porque nós estamos defendendo o entendimento. Eles estão defendendo até agora o enfrentamento e o resultado está aí”, disse o deputado Edson Duarte, do PV.

 

“Nós não vamos votar o mérito, vamos votar agora apenas a urgência e o mérito será feito o ano que vem na próxima legislatura. Esse acordo nós fizemos com os partidos, não vamos alterar em nada, será alterado na próxima legislatura, quando vier para dentro da Casa e do Senado Federal. Esse é o acordo que nós fizemos e vamos cumprir”, defendeu Moacir Micheletto, do PMDB.

Se o projeto que cria uma nova legislação ambiental brasileira não for votado esta semana, só será colocado em pauta no ano que vem.

 

Polêmica

A reforma do Código Florestal opõe ruralistas e ambientalistas. O ramo agropecuário defende que a lei criada em 1965 engessa o crescimento do setor e precisa mudar. Ambientalistas, no entanto, dizem que não é necessária a abertura de novas áreas agricultáveis para um incremento na produção. 

 

O projeto do relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi aprovado em julho deste ano pela comissão especial que analisa a reforma do Código Florestal. Na ocasião, Rebelo disse que o tema voltaria ao plenário após as eleições.

Entre as mudanças mais polêmicas propostas no novo Código Florestal está a que extingue a obrigatoriedade de manutenção da reserva legal em propriedades de até 4 módulos fiscais. Na Amazônia, a reserva legal aumentou de 50% para 80% em 2001, mais alta porcentagem do país.

 

O novo texto também prevê uma espécie de anistia, após a regularização da propriedade, para quem recebeu multas por desmatamento.

 

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