15/09/08 - 16h19 - Atualizado em 15/09/08 - 16h44

Polícia resgata seis tartarugas apreendidas com pescador no MT

Também foram apreendidos 370 ovos, que não puderam ser salvos.
Acusado, que foi preso em flagrante, iria vendê-los por 12 reais a dúzia.

Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo

Tamanho da letra

 

 

A Polícia Militar da Companhia Ambiental de Cáceres prendeu, na última sexta-feira (12), o pescador Ronaldo Ferreira da Silva, que realizava pesca predatória no rio Guaporé, no município de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT). A informação foi enviada por e-mail pela leitora Rosana Mendes, que também é sargento da companhia.

Envie também suas fotos e vídeos para o Globo Amazônia

Ronaldo foi flagrado transportando 370 ovos e seis espécies vivas de tracajá, um tipo de tartaruga que vive nos rios da Amazônia. No barco também havia 81 quilos de peixes de tamanhos menores do que o permitido pela legislação ambiental e material de pesca predatória, como redes de arrasto.

 

Foto: Polícia Militar do Mato Grosso / Divulgação

Seis tartarugas e 370 ovos foram apreendidos pela Polícia Militar. Pescador poderá ser condenado a até três anos de prisão. (Foto: Polícia Militar do Mato Grosso / Divulgação)

Os tracajás foram colocados de volta no rio, mas os ovos não puderam ser recuperados. “Eles foram entregues na delegacia, pois não se sabia onde eram os ninhos. Já havia mais de 10 horas que os ovos haviam sido colhidos. Foi inviável devolvê-los à natureza”, relata a sargento Rosana Mendes, que participou da operação. De acordo com ela, os ovos seriam vendidos na região. “Uma dúzia desses ovos custa cerca de 12 reais”, conta.

O pescador, que também não possuía a licença obrigatória para realizar esse tipo de atividade, irá responder pelo crime de pesca predatória, podendo ser condenado a até três meses de prisão.

Foto: Polícia Militar do Mato Grosso / Divulgação

Tartarugas da espécie tracajá estavam presas em sacos. (Foto: Polícia Militar do Mato Grosso / Divulgação)


A Companhia Ambiental de Cáceres atua em 25 municípios do oeste do Mato Grosso, que fazem parte tanto do bioma amazônico quanto do Pantanal. Hoje, a equipe conta com 25 policiais. “Já estamos capacitando outros policiais em outras cidades para trabalhar na área ambiental”, conta o comandante da companhia, o tenente Paulo Jaílson Secchi. De acordo com ele, a pesca sem licença ou em locais proibidos é um crime comum na região.

 

Leia mais notícias de Amazônia