14/11/08 - 21h15 - Atualizado em 14/11/08 - 21h52

Tráfico de drogas leva onda de violência a Tabatinga (AM)

Cidade fica na fronteira com a Colômbia e o Peru.
Crime organizado faz acertos de contas na cidade.

Do Globo Amazônia, com informações do Jornal Nacional

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A cidade de Tabatinga (AM), na fronteira do Brasil com a Colômbia, vive um ciclo de violência. A vastidão da fronteira e a extensão dos rios facilitam a atuação do crime organizado. A reportagem do Jornal Nacional esteve na cidade como parte da série “Fronteiras da Amazônia”.

 

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No meio de uma tarde comum, a cidade pára e a Polícia Federal bloqueia a fronteira. Carros e pessoas suspeitas são revistados. Um agente da Polícia Federal Peruana e um informante foram mortos a tiros na porta de um hotel.

O agente trabalhava numa ação conjunta com a polícia brasileira que investiga a maior quadrilha de traficantes da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia. No mesmo dia, agentes chegam a suspeitos do crime.

O governo colombiano reforçou o policiamento na cidade de Leticia, próximo a Tabatinga, por causa das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Com isso, os acertos de conta do crime organizado passaram a ocorrer no Brasil.

 

“Acontece bastante. Principalmente, como eu falei, com peruanos e colombianos. O pessoal vem embora, atravessa a fronteira e mata aqui, no Brasil”, conta a jornalista local Graciela Fell.

Na tentativa de coibir o tráfico de drogas, a polícia faz operações de surpresa nos barcos de passageiros. Os agentes revistam os camarotes. O alvo é o chamado “tráfico formiguinha” - os policiais revistam a bagagem dos passageiros em busca da droga, que pode estar camuflada sob as mais diversas formas.

“Se nós tivermos outras alternativas de subsistência para essa população, vamos minimizar esse quadro e vamos ainda oferecer àqueles que não têm alternativa soluções para sair do problema. Temos que ter o Estado presente, o Estado controlando, para que a gente tenha conhecimento do que está ocorrendo neste continente que é a Amazônia”, diz o delegado que coordena as operações de fronteira, Mauro Sposito.

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