Com a chegada da época da queimada da cana, aumentam os focos de incêndio nas matas do interior do país. No Maranhão, o costume de incendiar a floresta com tochas, somado ao vento e o calor da região, fazem do estado um dos mais suscetíveis a queimadas. Os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) rastrearam neste ano 388 mil focos de incêndio no país, 45 mil só nesse estado.
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Não existe brigada contra incêndio na maioria dos
municípios maranhenses. São os próprios trabalhadores que têm
que controlar o fogo. “Os olhos ficam vermelhos, dói a cabeça”,
reclama Antônio Vieira, de 78 anos.
As queimadas atormentam os criadores de animais, que precisam
redobrar a vigilância. “O fogo queima a terra de trabalho, o
pasto. A gente tem que prestar muita atenção para não ficar
perdido”, diz o criador Francisco Vieira.
Em Ribeirão Preto (SP), cidade que é a maior
produtora de cana do país, um acordo assinado entre governo e
produtores antecipa de 2021 para 2014 o fim das queimadas nas
lavouras. Só metade da colheita nos canaviais paulistas é feita
manualmente, com o uso de fogo.
No Nordeste, os incêndios ainda tiram o sono de
quem vive em casebres de palha. A agricultora Maria Inalda
Fernandes perdeu a casa e tudo o que tinha dentro após a
passagem do fogo. “Quando você pensa que não, o fogo pega a
casa. A faísca pode voar de longe”, ela diz.
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