05/12/08 - 12h19 - Atualizado em 05/12/08 - 12h19

Projeto de lei prevê penas mais rígidas para desmatamento na Amazônia

Senador quer que alguns crimes ambientais não possam ter fiança.
Endurecimento da lei ocorreria nas infrações contra floresta amazônica.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Um projeto de lei apresentado no Senado pretende tornar inafiançáveis e imprescritíveis (que não têm prazo para serem arquivados pela Justiça) vários tipos de crimes ambientais se eles forem cometidos dentro da Amazônia.

Apresentada pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), a proposta prevê que desmatamento em terras públicas, compra de madeira ilegal, incêndios criminosos, instalação de garimpos clandestinos, entre outras infrações, receberão um tratamento especial quando ocorrerem no bioma amazônico.

Na justificativa apresentada com o projeto, o senador afirma que os criminosos ambientais não temem a aplicação da lei, pois ela seria muito branda. “À exceção do artigo 40 da Lei de Crimes Ambientais, todos os crimes contra a flora têm penas não superiores a quatro anos”, diz Virgílio.

Segundo o senador, a pena curta para esses crimes faz com que eles percam a validade (prescrevam) na Justiça em um período pequeno, além de muitas vezes serem substituídos por penas alternativas.

 

Para entrar em vigor, o projeto precisa ser aprovado pelo Senado e pela Câmara, além de sancionado pelo presidente da República.