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O sistema Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), cujos dados de
devastação da Amazônia no mês de outubro foram divulgados nesta
sexta-feira (5), aponta perda de floresta dentro de cinco
unidades de conservação federais, uma área de proteção ambiental
estadual e oito terras indígenas. Ao todo, 25% da devastação
detectada naquele mês pelo instituto ocorreu em áreas protegidas
(135,6 km² de 541 km²)
Apenas na Área de Proteção Ambiental Triunfo do
Xingu, em Altamira (PA), uma reserva estadual, foram
desflorestados 34 km². No mesmo município está a Reserva
Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo, onde o Inpe registrou
3,7 km² de desmatamento. Também em Altamira fica a Terra
Indígena do Baú, que perdeu 21,6 km².
A terra indígena mais destruída é a Umutina, em Barra do Bugres (MT), com 32,1 km². Em Rondonópolis (MT), a Terra Indígena Tadarimana perdeu 18,8 km². Veja a tabela com as dez áreas protegidas mais desmatadas em outubro:
| Nome da área protegida | Estado |
Área desmatada (km²) |
| Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu |
PA |
34,0 |
| Terra Indígena Umutina | MT | 32,1 |
| Terra Indígena Baú | PA | 21,6 |
| Terra Indígena Tadarimana |
MT |
18,8 |
| Floresta Nacional do Jamanxim | PA | 6,9 |
| Terra Indígena Zoro | MT | 5,7 |
| Terra Indígena Roosevelt | RO | 5,2 |
| Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo | PA | 3,7 |
| Parque Nacional do Jamanxim | PA | 2,4 |
| Floresta Nacional do Bom Futuro | RO | 2,0 |
O Inpe ressalta que nem todo o desmatamento identificado em outubro pode ter sido realizado nesse mês, pois a cobertura de nuvens muitas vezes impede que os satélites detectem áreas degradadas, que são descobertas posteriormente, quando o céu está limpo.
Dados gerais
Ao todo, a floresta amazônica perdeu 541 km² de
floresta no mês de outubro, de acordo com os dados divulgados
pelo Inpe nesta sexta-feira. A área equivale a um terço do
município de São Paulo, e ultrapassa o tamanho da Ilha de Santa
Catarina. O índice é 8% inferior ao desmatamento registrado em
setembro, de 587 km².
O Deter utiliza imagens de satélite e identifica
apenas áreas com tamanho superior a 2.500 m². Na medição, são
levados em consideração tanto os locais em que a floresta foi
completamente destruída – o chamado “corte raso” – quanto as
áreas em que houve destruição de parte das árvores – conhecida
como “degradação florestal”.
Devido à cobertura de nuvens, apenas 73% da
Amazônia Legal pôde ser vista nas imagens analisadas. Os estados
que ficaram mais encobertos foram o Amapá (87%) e o Pará (40%).
O índice de desmatamento foi semelhante ao registrado no mesmo
mês de 2007, com um aumento de 9%. Em setembro do ano passado, o
Inpe registrou 498 km² de devastação.
O estado que mais perdeu áreas de mata foi Mato
Grosso, onde foram desmatados 232,8 km² de floresta amazônica,
segundo o Inpe. O Pará está em segundo lugar, com 218,8 km²,
seguido por Rondônia, onde houve 36,4 km² de devastação.
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