12/12/08 - 17h30 - Atualizado em 15/12/08 - 10h09

Reserva particular em MT é paraíso dos observadores de pássaros

Área de 13 mil hectares oferece dezenas de trilhas para observação.
Para avistar os animais é preciso técnica e paciência.

Do Globo Amazônia, com informações do Jornal Hoje

Tamanho da letra

 

A aventura começa no aeroporto de Cuiabá. De avião, leva-se uma hora e gasta-se R$ 300 até perto da floresta. É preciso percorrer ainda 30 quilômetros por estrada de terra e uma hora de barco pelos rios Teles Pires e Cristalino até chegar à Reserva Particular do Patrimônio Natural,  uma área de 13 mil hectares no meio da floresta amazônica aberta para visitação o ano todo.

 

Visite o site do Jornal Hoje

 

A região é considerada pelos ornitólogos uma das mais ricas da Amazônia para a observação de aves.

Para avistar as aves, é preciso estar atento e ter bastante paciência, mas, quando menos se espera, um bando de garças brancas sobrevoa o barco. Mais adiante, encontra-se o local onde as jacutingas se alimentam.

Depois de ancorado o barco, são mais de 25 trilhas de observação. Na chamada Trilha da Castanheira o visitante pode tentar localizar uma outra ave típica da região, o uirapuru. Pra facilitar a visualização, o guia Francisco de Souza usa uma técnica muito comum: captar o canto das aves e depois disparar a gravação no meio do mato. Com um pouco de insistência, o uirapuru aparece, disfarçado entre os galhos. “Ela ouve e se aproxima para defender o território”, explica. Um desfile de aves enche de cores os olhos e as lentes dos fotógrafos. 

Outro espetáculo fica por conta das borboletas: são mais de duas mil espécies na região.

Quando bater o cansaço, nada de improviso: hotéis de selva oferecem toda a infraestrutura, com olhar sempre voltado para preservação. O sol é a fonte de energia para aquecer a água, os resíduos dos banheiros têm tratamento biológico. “Eu queria ter um negócio e, ao mesmo tempo, manter a floresta em pé, de uma forma que eu pudesse usar todos os elementos de sustentabilidade no meio da floresta”, diz a dona do hotel, Vitória da Riva. Diárias a partir de R$ 300 incluem todas as refeições, passeios de barco e a orientação de um guia.

Antes de descansar, enfrentamos mais um desafio: subir uma torre de 500 degraus. É um dos pontos mais altos da região, a 50 metros do solo. A fotógrafa Carolina da Riva subiu com todo o equipamento necessário para registrar o pôr- do-sol. “É só verde em 360 graus, em volta não tem nenhuma clareira, não tem nada. No mínimo, emociona”,  diz.

 

Leia mais notícias de Amazônia