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O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), ONG
que faz um monitoramento independente do desmatamento na região,
detectou, nos meses de novembro e dezembro, 61 km² e 50 km² de
devastação respectivamente. Em relação ao mesmo período do ano
anterior, houve uma redução de 94% em novembro e de 27% em
dezembro.
A organização ressalva que os dados podem estar
subestimados, pois nesses dois últimos meses houve grande
cobertura de nuvens na região (68% em novembro e 73% em
dezembro). Além disso, a parte do Maranhão que compõe a Amazônia
Legal não foi analisada.
Ainda assim, segundo o pesquisador do Imazon
Adalberto Veríssimo, o dados mostram que o ritmo da destruição
da floresta está menor e entrou numa curva descendente desde junho.
Ele atribui parte da redução à crise financeira global. “Os
números não são surpreendentes se analisarmos o processo
econômico em curso. Na região de Carajás (PA), por exemplo,
houve uma redução abrupta da produção de carvão usado na
siderurgia. Verificamos isso ao falar com o setor de exportação
de ferro-gusa”, diz o engenheiro agrônomo.
Segundo Veríssimo, o momento é apropriado para que
se criem opções de trabalho para as pessoas envolvidas com a
exploração irregular de madeira. “No momento não há recursos,
nenhum pacote do governo para financiar alternativas econômicas.
Falta uma proposta de desenvolvimento da Amazônia”, comenta.
Estados
Pela análise do Imazon, no mês de novembro, o desmatamento foi
maior no Pará (60%), seguido de Rondônia (12%), Mato Grosso
(10%), Acre (10%) e Amazonas (8%). Em dezembro, 65% do
desmatamento foi em Mato Grosso. Em seguida vêm Pará, com 20%,
Rondônia (10%) e Amazonas (5%).
Desde setembro, o monitoramento feito pelo Imazon
também acompanha a degradação florestal (destruição parcial da
mata) de áreas que foram submetidas a exploração madeireira ou
que sofreram incêndios.
Em novembro, o Imazon registrou 56 km² de
florestas degradadas na Amazônia Legal. Desse total, 90% ocorreu
em Mato Grosso e 10% no Pará. No mês passado, foram detectados
somente 13 km² de floresta degradada em Mato Grosso.
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