30/01/09 - 07h40 - Atualizado em 30/01/09 - 09h00

Câmeras automáticas instaladas na selva amazônica flagram 75 onças

Fotografias servem de base para censo do felino em reservas do Equador.
Veja imagens de onça e outros animais fotografados na pesquisa.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Foto: Santiago Espinosa

Onça flagrada por câmera instalada em reserva no Equador. (Foto: Santiago Espinosa)

 

Usando câmeras fotográficas com sensores de presença instaladas em diferentes pontos da selva amazônica equatoriana, o pesquisador Santiago Espinosa conseguiu fotografar 75 onças-pintadas e demonstrar que a presença humana faz diminuir a incidência do maior felino do continente. 

 

Espinosa instalou as máquinas no Parque Nacional Yasuni e na Reserva Étnica Yasuni que, somados, têm 16.800 km² (aproximadamente 11 vezes o tamanho do município de São Paulo). Os 75 espécimes fotografados durante o censo foram identificados pelo padrão das manchas na pelagem.

 

Foto: Santiago Espinosa

As queixadas flagradas na selva equatoriana são presas naturais da onça. (Foto: Santiago Espinosa)

O número de animais fotografados em cada ponto mostra que a proximidade de estradas ou núcleos urbanos diminui a presença das onças. Em um ponto remoto da floresta estudado por Espinosa, ele identificou cinco vezes mais onças-pintadas que em locais com maior população humana. 

 

Foto: Santiago Espinosa

Primo da raposa, este cachorro-do-mato considerado raro também caiu na 'armadilha fotográfica'. (Foto: Santiago Espinosa)

Segundo informações divulgadas pela Wildlife Conservation Society, umas das instituições financiadoras do cientista, a presença humana diminui a incidência do felino porque, além de ser alvo direto de caçadores, suas presas naturais, como o porco-do- mato, são também caçadas pelo homem, o que diminui as fontes de alimento do predador.

Além das onças, as câmeras do cientista equatoriano flagraram outros animais, como um bando de porcos selvagens e uma rara espécie de cachorro-do-mato. 

 

Foto: Julie Larsen Maher/Wildlife Conservation Society

Santiago Espinosa verifica uma de suas câmeras automáticas. (Foto: Julie Larsen Maher/Wildlife Conservation Society)

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