Para não ser vítima de caçadores, animal terá que se desapegar de seres humanos. (Foto: Ibama/Divulgação)
Depois de ser pego em uma rede de pesca em Atalaia do Norte (AM), na divisa com o Peru, passar dois meses preso em um poço e ser entregue ao Ibama, um filhote de peixe-boi que perdeu a mãe ganhará um novo lar na reserva de Mamirauá, no Amazonas.
Veja álbum de fotos do peixe-boi recebendo os
primeiros cuidados
.
Ele foi transportado de Tabatinga, no extremo
oeste brasileiro, até a cidade de Tefé, próxima a Manaus, em uma
piscina para crianças, no teto de um barco. Apesar de medir 1,63
metro de comprimento e pesar 64 quilos, especialistas o
consideraram desnutrido. “É um animal bem magro”, comenta
Cristina Silva, bióloga do Ibama em Tefé.
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Para crescer em segurança e adquirir a capacidade de se virar
sozinho, ele passará a morar em um criadouro especialmente
construído para a recuperação de peixes-bois. “É como se fosse
um grande engradado, que fica suspenso por bóias. O animal fica
no ambiente natural, em água corrente, interagindo com peixes”,
explica Miriam Marmontel, pesquisadora de mamíferos aquáticos do
Instituto Mamirauá.
No criadouro, que é mantido com a ajuda de
ribeirinhos, o peixe-boi receberá tratamentos veterinários, será
amamentado e terá que perder o carinho com seres humanos.
“Precisamos desapegá-lo para que ele tenha medo de caçadores”,
conta Marmontel.
Depois que estiver recuperado e ganhar novamente a
liberdade, o peixe-boi receberá um aparelho eletrônico que
transmitirá a sua localização, e será monitorado por biólogos.
Espera-se que, quando adulto, ele tenha quase três metros de
comprimento e pese entre 200 e 300 quilos.
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