O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao centro, comenta números de desmatamento ao lado do presidente do Ibama, Roberto Messias. (Foto: Divulgação/MMA)
O ministor de Meio Ambiente, Carlos Minc, comemorou o dado de desmatamento da Amazônia divulgado nesta terça-feira (03) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, de 754,3 quilômetros quadrados desmatados nos meses de novembro, dezembro de 2008, e janeiro de 2009. O número é 70% menor que o dado do mesmo período no ano anterior(2.527 quilômetros quadrados). Minc atribuiu a queda à atuação conjunta dos órgãos ambientais e da Polícia Federal na região, segundo informa nota do ministério.
“Estamos agindo não só com fiscalização e
controle, mas com planos de manejo (exploração planejada de
madeira), acordo com os exportadores e pacto com o setor
produtivo da carne, para uma moratória”, disse o ministro,
segundo o MMA.
Minc afirmou ainda que a detecção feita pelo Inpe
reflete a proibição do Banco Central para que bancos estatais
não financiem o desmatamento. O ministro anunciou estar próximo
de um acordo com a Febraban, federação dos bancos privados, para
que também passem a vetar empréstimos que financiem a destruição
da floresta.
Os 754,3 quilômetros quadrados de florestas destruídas detectadas pelo Inpe equivalem à área de metade do município de São Paulo. A medição faz parte do sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), que identifica apenas focos de devastação com área maior que 2.500 metros quadrados. Apesar da queda significativa, o desmatamento na virada de 2008 para 2009 pode ter sido maior, já que as nuvens atrapalharam a visão dos satélites, encobrindo entre 63% e 86% da Amazônia. Estados como o Acre, Amazonas, Amapá e Roraima praticamente não foram monitorados, pois permaneceram encobertos.

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