Formul�rio de Busca

12/03/09 - 10h02 - Atualizado em 12/03/09 - 10h02

Conselho adia decisão sobre diminuição da reserva legal no Pará

Na Amazônia, fazendeiros têm que manter 80% da floresta intacta.
Governo estadual quer diminuir porcentagem em algumas áreas.

Do Globo Amazônia, com informações do Globo Rural

Tamanho da letra

 

O Pará solicitou ao governo federal autorização para reduzir as áreas de reserva legal em algumas regiões do Estado. O pedido começou a ser analisado nesta quarta-feira (11) em Brasília pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), mas foi interrompida a pedido de uma ONG e do Ministério Público Federal (MPF).

 

Visite o site do Globo Rural

De acordo com o Código Florestal em toda a Amazônia é obrigatória a preservação de 80% da floresta em todas as propriedades. Essa área é chamada de reserva legal. Quem desmatou além desse limite precisa recompor as áreas degradadas. 

 

O governo do Pará propôs uma modificação na lei para reduzir de 80% para 50% a área que deve ser recuperada ao longo das propriedades da rodovia BR-163, que atravessa a Amazônia ligando Cuiabá, em Mato Grosso, a Santarém, no Pará. Mas o percentual reduzido só vale para quem derrubou a floresta até 2005.

 

 

Leia Mais: Minc defende zoneamento da Cuiabá-Santarém para reduzir desmatamento

 

O Código Florestal permite essa alteração desde que o Estado cumpra algumas exigências. A primeira é aprovar um novo zoneamento ecológico-econômico. Esse planejamento define o uso da terra na região, que tipo de atividade econômica pode ser feita em cada local e quais áreas devem ser mantidas com a floresta intacta.

O texto já foi aprovado pela Assembléia Legislativa do Pará e por uma comissão formada por vários ministérios, que coordena o zoneamento em todo o país. Mas a medida também precisa passar pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). O processo começou a ser analisado na quarta-feira (11) em uma reunião em Brasília.

Mas não foi desta vez que o Conama avançou no assunto. Um pedido de vista apresentado por uma organização não governamental do Piauí e do Ministério Público Federal atrasou a votação, que só deve ser retomada daqui 40 dias.

A procuradora da República Ana Cristina Bandeira Lins alegou que precisa analisar melhor se a decisão não vai estimular novos desmatamentos. “[A diminuição da reserva] é legitimar um desmatamento ilegal. É diminuir a floresta amazônica. Essa é uma preocupação não minha e não do Ministério Público, mas da ONU, das organizações internacionais, de todos os governos e do povo fora do Brasil, inclusive”, defendeu Ana Cristina.

Já o representante do governo do Pará no Conama, Marcílio Monteiro, está preocupado com a demora na decisão. “Entendemos que esse processo de retardar 40 dias, se for para debater mais, assim seja. Mas não pode ser meramente protelatório. O grande debate do zoneamento não é aprovarmos, executá-lo. É transformar em leis municipais, é dar segurança jurídica para os produtores, enfim, construir um novo modelo de desenvolvimento para o Estado do Pará e para a Amazônia”, falou Monteiro.

Representantes do Ministério do Meio Ambiente e do governo do Pará se reúnem nesta quinta-feira, em Brasília, com a procuradora Ana Cristina Lins para esclarecer a proposta do zoneamento.

 

Se você vive ou viajou para a Amazônia e tem denúncias, histórias ou idéias  para melhorar a proteção da floresta, entre em contato com o Globo Amazônia pelo e-mail globoamazonia@globo.com . Não se esqueça de colocar seu nome, e-mail,
telefone e, se possível fotos ou vídeos.

Enviar para amigo

Há problemas com o preenchimento do formulário.

A lista dos campos abaixo e assinalados em amarelo contém erro.

  •  

Há problemas com o preenchimento do formulário.

Preencha novamente o campo abaixo com o texto da imagem.

Sucesso!

Sua mensagem foi enviada com sucesso! Clique aqui para enviar uma nova mensagem ao G1.

Formulário de envio para amigo
  • separar os emails por vírgulas

  • limitado em 600 caracteres


últimas notícias de amazônia

  1. SEX, 07/01/2011
  2. 13:33 | Amazonia

    Índios suruí apostam no mercado de carbono para conservar sua terra em RO

    Pela internet, é possível ver o que acontece na reserva. Indígenas usam aparelho com GPS para controlar a floresta.

  3. TER, 04/01/2011
  4. 20:08 | Amazonia

    Filhote de peixe-boi sem a mãe é resgatado no Amazonas

    Animal foi encontrado em comunidade de Iranduba (AM). Mamífero aquático é o primeiro a chegar a instituto em Manaus em 2011.

  5. 12:48 | Amazonia

    Expedição faz levantamento inédito do Parque da Serra do Pardo, no Pará

    Marcado pelo desmatamento, local concentra riqueza de plantas e animais. Reserva está na região conhecida como Terra do Meio.

  6. SEG, 03/01/2011
  7. 16:50 | Amazonia

    Peru faz proposta para receber financiamento do Fundo Amazônia

    Asfaltamento de rodovia exige maior controle de desmatamento. Projeto custaria US$ 4,4 milhões ao longo de 2 anos ao fundo brasileiro.

» todas as notícias


editorias

G1 especiais

serviços


Formulário de Busca


2000-2012 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade