Floresta Nacional é próxima à capital de Rondônia, Porto Velho (Foto: Editoria de Arte/G1)
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) anunciou nesta quinta-feira
(27) que os grandes criadores de gado que ocupam a Floresta
Nacional de Bom Futuro, em Rondônia, terão seis meses para
retirar os animais do local. Segundo estimativas do ministério,
cerca de 40 mil cabeças de gado são criadas irregularmente
dentro da reserva.
Os pequenos produtores terão mais tempo para sair
da Floresta Nacional. Segundo nota publicada pelo MMA, o governo
cadastrará as famílias e estudará a viabilidade de projetos de
desenvolvimento sustentável para que parte dos agricultores
possam permanecer na reserva.
O anúncio foi feito durante reunião entre o
ministro Carlos Minc e lideranças dos municípios de Alto
Paraíso, Porto Velho, Buritis e representantes de pequenos
produtores, além da senadora Fátima Cleide (PT-RO), que defende
a permanência de pequenos agricultores e a criação de projetos
sustentáveis na região.
Pelo menos 25% das matas da Floresta de Bom Futuro já foram destruídas. (Foto: ICMbio / Divulgação)
Bom Futuro é uma das reservas mais desmatadas do país. Explorada por madeireiros e criadores de gado, o local já perdeu pelo menos um quarto de suas matas.
Saiba mais: Floresta em Rondônia é devastada por invasões e desmatamento
Uso sustentável
As florestas nacionais, como a de Bom Futuro, são classificadas como de “uso sustentável”. Nesse modelo de reserva, também chamada de flona, é possível a exploração controlada de recursos da floresta, como manejo florestal e coleta de essências ou de frutas. As flonas também permitem que populações tradicionais morem no local, desde que explorem a floresta de modo sustentável.
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