Pesquisadores da Amazônia terão um bom estímulo para desenvolver cosméticos utilizando produtos da Amazônia. A partir de maio, interessados em estudar os efeitos embelezadores da andiroba, copaíba, castanha e babaçu terão R$ 6,9 milhões, oferecidos pelas agências de pesquisa do Amazonas, Pará e Maranhão e a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Tocantins.
A idéia é criar uma rede de pesquisas para descobrir novas fórmulas para sabonetes, xampus, cremes e óleos usando a floresta como matéria-prima. Para poder receber parte dessa verba, os projetos de pesquisa terão que abarcar cientistas de pelo menos três estados participantes.
A castanha-do-Pará (também conhecida como castanha-do-Brasil) será um dos produtos pesquisados para a geração de cosméticos amazônicos. (Foto: Wikimedia Commons)
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“Temos insumos de sobra, mas não temos geração de conhecimento suficiente sobre essa biodiversidade riquíssima. E também não temos produção de conhecimento que gere produtos”, explica Odenildo Sena, presidente da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
Sena reclama que a maior parte dos produtos da floresta é vendida para fora como matéria-prima, gerando pouca riqueza para a região. “A andiroba, por exemplo, é exportada aos tubos. Mas esses produtos saem por um preço irrisório. Não tiramos proveito.”
Com a rede de pesquisa, a expectativa é gerar produtos que possam ser fabricados por micro e pequenas empresas locais. Para que isso ocorra logo, foram escolhidos quatro insumos que já são largamente utilizados pela população local, e que têm um bom potencial para se transformar em cosméticos.
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