Fiscalização verifica endereço onde deveria funcionar empresa de madeira, mas não há atividade alguma. (Foto: Divulgação/Ibama)
Operação do Ibama bloqueou em março as atividades de mais de cem empresas que estavam vendendo madeira ilegalmente no estado.
De acordo com o chefe de Fiscalização do órgão federal no estado,
Leandro Aranha, a ação, batizada de “Caça-Fantasma” contabiliza,
após um mês de funcionamento, cerca de R$ 100 milhões em multas.
Aranha explica que as empresas autuadas,
normalmente registradas como “comércios de madeira”, são de
fachada e servem para fornecer documentação a produtos
florestais de reservas, florestas públicas e terras indígenas.
“No endereço de muitas delas há outros tipos de negócio, como
oficinas ou padarias”, explica o chefe de Fiscalização.
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“Os indícios apontam que são vários os grupos atuando com isso, não apenas uma quadrilha”, afirma. As investigações para apurar como se organizam esses criminosos ambientais continuam.
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De acordo com nota divulgada pelo Ibama nesta segunda-feira (30), os municípios incluídos na operação são Belém e região metropolitana, Santarém, Bom Jesus do Tocantins, Goianésia, Dom Eliseu e Novo Progresso.
Lavagem de dinheiro
A lavagem de dinheiro oriundo de outros tipos de
crime também está sendo investigada. “Temos casos de empresas
que compram resíduos de madeira por R$ 1250 o metro cúbico e
revendem por R$ 250. Aí só pode haver lavagem”, comenta Aranha.
As empresas vistoriadas foram escolhidas porque
faziam movimentações suspeitas no Sistema de Comercialização e
Transporte de Produtos Florestais (Sisflora) da Secretaria de
Meio Ambiente do Pará (Sema), em que é registrado o comércio de
madeira. O esquema movimentou, segundo o Ibama, mais de R$ 250
milhões em 2008.
As empresas comercializaram, entre 2008 e 2009,
mais de 1 milhão de metros cúbicos de madeira e carvão ilegais,
e de acordo com o órgão federal de proteção ambiental, uma parte
da madeira estava sendo exportada.
A operação “Caça-Fantasma” foi motivada por dados
suspeitos levantados em 2008 que apontavam, por exemplo, que o
Pará estava exportando mais madeira e carvão do que produzia,
indício de que havia material chegando de estados vizinhos e
sendo “esquentado” com documentação paraense fraudulenta.
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