A cidade de Nova esperanca do Piriá (PA) foi tomada por cerca de cem agentes do Ibama, Força Nacional de Segurança, Polícias Civil e Militar do Pará, Polícia Rodoviária Federal, Funai e Secretaria de Meio Ambiente do Pará. O grupo chegou em comboio de cerca de 30 carros na manhã desta segunda-feira (6) à cidade do nordeste paraense, situada a ceca de 310 quilômetros de Belém. Sua principal atividade econômica é o corte e o comércio de madeira. O Globo Amazônia acompanha a ação com exclusividade.
Tropas da Força Nacional de Segurança guardam serraria que funcionava irregularmente em Nova Esperança do Piriá. (Foto: Dennis Barbosa/Globo Amazônia)
Cidade fica próxima à divisa com o Maranhão, no nordeste do Pará.
O objetivo da ação é cortar o fluxo de madeira retirada
ilegalmente da Terra Indígena Alto Rio Guamá, que fica próxima à
cidade. "Num raio de 200 km de Nova Esperança do Piriá não
há madeira de valor que não seja messa terra indígena",
explica Leandro Aranha, chefe de fiscalização do Ibama-PA.
Segundo ele, a cidade é o segundo ponto de escoamento de madeira
ilegal da reserva, ao lado de Paragominas, que foi alvo de
operação no ano passado. Na ocasião, a população se rebelou e
destruiu o escritório do Ibama naquela cidade.
Quando o comboio chegou a Nova Esperança do Piriá,
as madeireiras já estavam paradas e vazias. Poucas pessoas foram
flagradas dentro das serrarias, e nenhum proprietário foi
encontrado no primeiro dia da ação. Moradores locais ouvidos
pelo Globo Amazônia informaram que já se falava da operação há
alguns dias, apesar de ela ter caráter sigiloso para as
instituições envolvidas em sua organização. Ao todo, treze
instalações foram vistoriadas, com a apreensão de uma quantidade
ainda não determinada de madeira, além de três armas de fogo e
mais de cem cartuchos.
A expectativa é de que, no total, a ação dure 30
dias. A Terra Alto Rio Guamá será vasculhada e os maquinários
das serrarias levados embora ou inutilizados. O fechamento das
madeireiras deve fazer com que mais de 300 pessoas fiquem
desempregadas em Nova Esperança. Por causa do problema social
gerado, um carregamento de 1.700 cestas básicas está a caminho
da cidade.

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