A megaoperação de fiscalização liderada pelo Ibama no município Nova Esperança do Piriá (PA) levou à descoberta de três madeireiras clandestinas a leste da Terra Indígena Alto Rio Guamá, no nordeste do estado.
Veja o álbum de fotos com imagens aéreas das
serrarias clandestinas.
A operação chegou pelo lado oeste da reserva, mas,
em sobrevoo de helicóptero, a fiscalização flagrou madeireiros
em plena atividade dentro da terra indígena e três serrarias a
menos de um quilômetro a leste da área protegida.
Serrarias ficam a menos de um quilômetro da área protegida. Segundo Ibama, elas exploram reserva indígena, pois não há mais madeira em outros locais da região. (Foto: Thomás Sottili/Funai)
Segundo o chefe de Fiscalização do Ibama no Pará, Leandro Aranha,
a simples existência de serrarias no entorno da terra indígena
evidencia o crime ambiental, pois não há mais madeira de valor a
ser explorada na região, exceto na reserva. Ou seja, a madeira
só pode ter origem ilícita.
Calcula-se que 30% dos 2.800 km² da Terra Indígena
Alto Rio Guamá já tenham sido devastados pela exploração
madeireira ilegal. A situação crítica na região levou o Ibama a
organizar uma operação com mais de cem agentes, incluindo homens
da Força Nacional de Segurança, da Polícia Rodoviária Federal,
da Secretaria de Meio Ambiente do Pará, da Funai e da Polícia
Militar.
Em Nova Esperança do Piriá, 13 madeireiras foram
tomadas. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, também já
esteve no município.
Os focos mais recentes de desmatamentos e queimadas da Amazônia podem ser vistos no mapa interativo Amazônia.vc, que também permite a internautas protestar contra a destruição da floresta. Saiba como utilizar o mapa .

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