A partir deste ano, a quantidade de água dos rios amazônicos poderá ser verificada a distância, por meio de leituras de satélites. Uma parceria firmada entre a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento da França (IRD) permitirá o monitoramento dos rios utilizando sinais de radares em órbita. A principal utilidade da nova ferramenta será acompanhar o fluxo de águas para projetar e manter usinas hidrelétricas.
Segundo Eurides de Oliveira, superintendente adjunto da área de hidrometeorologia da ANA, serão criadas centenas de “estações virtuais” para coletas de dados. Nesses pontos, a altura do rio será medida por satélites. Os dados serão cruzados com a profundidade do local e a velocidade do rio, obtendo o volume de água que passa por ali.
“Hoje temos 290 estações fluviométricas físicas. [Por satélite] é ilimitado. Podemos chegar a bem acima de mil”, prevê Oliveira. “Com isso, é possível tomar decisões para otimizar o uso de recursos hídricos, principalmente do setor elétrico. Para projetos de hidroenergia, é necessário ter uma medição de longo prazo”, explica.
A parceria com a França, segundo o funcionário da ANA, foi feita porque eles têm muito conhecimento acumulado sobre o monitoramento de rios por satélite. “O objetivo é aproveitar o conhecimento deles, que já trabalharam muito na África, com o rio Congo”, afirma.
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