Formul�rio de Busca

17/04/09 - 16h56 - Atualizado em 17/04/09 - 16h56

Diretor se diz surpreso com reação brasileira a 'Mataram Irmã Dorothy'

Daniel Junge achava que plateia nacional não estranharia julgamentos.
Leia entrevista exclusiva realizada com o cineasta.

Dennis Barbosa e Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo

Tamanho da letra

 

O diretor americano Daniel Junge de câmera em punho. (Foto: divulgação)

A reação de surpresa do público brasileiro ao documentário ‘Mataram Irmã Dorothy’ (clique aqui para ler resenha), que estreia nesta sexta-feira (17) nos cinemas, surpreendeu o americano Daniel Junge.

O diretor acreditava que os polêmicos julgamentos mostrados no filme pudessem ser considerados "normais" pela plateia nacional, mas descobriu que os brasileiros ficavam até mais chocados que os americanos com o desenrolar dos processos contra os acusados de matar a missionária. Em entrevista ao Globo Amazônia, dos EUA, por telefone, o diretor fala das filmagens do documentário e de como 

ele foi recebido mundo afora.

Por que decidiu usar imagens tão fortes como as da irmã Dorothy morta e do sangue dela no necrotério?

É difícil, eu sei. Quando você vai a uma igreja e vê um crucifixo, há um motivo para aquilo ser mostrado. Há um motivo para se mostrar a violência. Acho importante que se veja quão violento e horrível foi esse crime.

Achamos que os julgamentos atingiram o suficiente para que contássemos a história. Tínhamos que parar em algum ponto, parar de trabalhar e gastar dinheiro. Achamos que tínhamos o suficiente para contar essa história. Sabíamos que ela continuaria, mas não com tantas voltas como aconteceu. 

Houve algum tipo de pressão para não fazer o filme enquanto estava no Brasil?

Houve um momento no julgamento do Bida em que foi mostrada uma reportagem de TV. Usaram um vídeo feito ilegalmente. E porque era ilegal, nos acusaram de fornecer este vídeo. Mas foi a única pressão que sentimos. Fomos muito felizes de mostrar o filme ao redor do mundo sem sofrer nenhum tipo de pressão.

E durante as filmagens, não sofreram algum tipo de ameaça?

Bem, demorou 30 anos para que matassem uma senhora. Então não sentimos nenhum perigo. Mas não sei... Talvez estivéssemos muito ocupados filmando para perceber qualquer tipo de ameaça.

 

Sentiu uma reação muito diferente no público brasileiro em relação ao de outros países ao verem o seu documentário?


Exibimos o filme nos EUA e a reação aos advogados de defesa Américo Leal e Eduardo Imbiriba causou muita surpresa. Mas me surpreendi quando levamos o filme ao Brasil e os brasileiros ficaram ainda mais surpresos com as coisas que conseguimos filmar no tribunal. Achei que talvez aquilo seria percebido pelos brasileiros como algo normal. Foi revelador para mim.

Como você conseguiu fazer os advogados de defesa falarem tão abertamente?

Acho que eles acreditavam que a história havia sido alvo de sensacionalismo na mídia brasileira. Nós chegamos e nos apresentamos como produtores internacionais de cinema, dissemos que queríamos mostrar o lado deles no filme, deixar que contassem sua história com sua própria voz, sem julgar o que dissessem. Acho que gostaram disso. Mas faz parte também do comportamento dos advogados: gostam de ser atores.

Está trabalhando em algum novo projeto?

Sim, estou preparando um filme sobre a eutanásia para a HBO aqui nos EUA. 

O filme termina antes do fim dos julgamentos dos acusados pela morte de Dorothy. 

 

Leia mais notícias de Amazônia

Enviar para amigo

Há problemas com o preenchimento do formulário.

A lista dos campos abaixo e assinalados em amarelo contém erro.

  •  

Há problemas com o preenchimento do formulário.

Preencha novamente o campo abaixo com o texto da imagem.

Sucesso!

Sua mensagem foi enviada com sucesso! Clique aqui para enviar uma nova mensagem ao G1.

Formulário de envio para amigo
  • separar os emails por vírgulas

  • limitado em 600 caracteres


últimas notícias de amazônia

  1. SEX, 07/01/2011
  2. 13:33 | Amazonia

    Índios suruí apostam no mercado de carbono para conservar sua terra em RO

    Pela internet, é possível ver o que acontece na reserva. Indígenas usam aparelho com GPS para controlar a floresta.

  3. TER, 04/01/2011
  4. 20:08 | Amazonia

    Filhote de peixe-boi sem a mãe é resgatado no Amazonas

    Animal foi encontrado em comunidade de Iranduba (AM). Mamífero aquático é o primeiro a chegar a instituto em Manaus em 2011.

  5. 12:48 | Amazonia

    Expedição faz levantamento inédito do Parque da Serra do Pardo, no Pará

    Marcado pelo desmatamento, local concentra riqueza de plantas e animais. Reserva está na região conhecida como Terra do Meio.

  6. SEG, 03/01/2011
  7. 16:50 | Amazonia

    Peru faz proposta para receber financiamento do Fundo Amazônia

    Asfaltamento de rodovia exige maior controle de desmatamento. Projeto custaria US$ 4,4 milhões ao longo de 2 anos ao fundo brasileiro.

» todas as notícias


editorias

G1 especiais

serviços


Formulário de Busca


2000-2012 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade