Campo Novo do Parecis é o maior produtor de girrasóis do país. (Foto: Reprodução/TV Globo)
Produtores de girassol de Campo Novo do Parecis, no sudoeste de Mato Grosso, estão otimistas com a safra. As lavouras estão bonitas e, para aumentar a lucratividade, eles começam a investir no beneficiamento da semente.
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O amarelo cobre as lavouras em Campo Novo do
Parecis, maior produtor de girassol de Mato Grosso. A cultura
surgiu na região na década de 90 como opção para a segunda
safra, no intervalo da soja. Hoje, ela ocupa uma área de 36 mil
hectares. O produtor rural Sérgio Stefanello foi o pioneiro.
“Você planta a soja em setembro e outubro, planta o girassol em
fevereiro e colhe em junho e julho. Assim, você passa a ter duas
rendas anuais em sequência. O girassol aproveita os benefícios
que a soja deixa no campo”, disse Stefanello.
O girassol é uma planta de origem europeia, que se
adaptou muito bem ao cerrado. “Nós conseguimos colocar em uma
janela de replantio mais tardia. Se nós plantássemos, por
exemplo, milho mais tarde os riscos de frustração de safra
seriam maiores. Então, o girassol se encaixa bem porque
comparativamente a outras culturas tolera mais a falta de chuva
durante seu ciclo. Então, nisso se encaixa bem como alternativa
para a safrinha”, explicou o agrônomo André Andrade.
Na previsão da Conab, a cultura de girassol deve
registrar um crescimento de 5% nesta safra. A estimativa é que o
Brasil colha 157 mil toneladas de semente. Mato Grosso lidera o
ranking com 53,2% da produção.
Longe dos grandes centros consumidores, o
transporte das sementes de girassol comprometia a lucratividade
das lavouras da região. Era preciso agregar valor ao produto.
Por isso, os agricultores se uniram e montaram uma
beneficiadora. A indústria tem capacidade para beneficiar 200
toneladas de semente por dia com a produção de 70 mil litros de
óleo e 120 toneladas de farelo.
“A expectativa é crescimento. Hoje, começamos com
a ideia de 200 toneladas por dia. A expectativa próxima é
transformar isso numa indústria de mil toneladas por dia”, diz o
agricultor Vitório Herklotz.

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