Três sítios arqueológicos do Pará e Amapá podem virar importantes
pontos turísticos da Amazônia. Um projeto Iphan (Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) pretende transformar
as marcas de povos ancestrais em museus a céu aberto, com
infra-estrutura adequada para receber e orientar visitantes.
Os locais escolhidos foram as pinturas rupestres
do município de Monte Alegre, no Pará, as pedras gigantes de
Calçoene, no Amapá, e as urnas funerárias de Maracá, no mesmo
estado. Os três locais já têm um fluxo de visitantes informais,
mas não possuem estrutura para recebê-los. “Não tem conforto nem
segurança para o turista e muito menos para os sítios”, afirma a
arqueóloga Vera Guapindaia, do museu Emílio Goeldi, em Belém.
Foto: Museu Nacional/Divulgação |
Urnas de Maracá
No Amapá, mais de dez grutas guardam urnas funerárias feitas de cerâmica. São vasos em formato de pessoas ou animais, de até 85 centímetros de altura, ricos em detalhes. Pesquisas indicam que as obras de arte têm pelo menos 300 anos de idade. |
Foto: Musel Emílio Goeldi/Divulgação |
Pinturas de Monte Alegre No município de Monte Alegre (PA) estão umas das marcas mais velhas deixadas por habitantes nas Américas. Com cerca de 11 mil anos, as pinturas rupestres já são um atrativo turístico bem visitado, mas a falta de estrutura tem permitido que o sítio seja depredado. |
Foto: João Saldanha/Divulgação |
Megalitos de Calçoene
No município de Calçoene (AP), pedras de até quatro metros de altura estão arranjadas para criar um centro cerimonial. Estudos recentes encontraram peças cerâmicas e conseguiram a data aproximada da construção: cerca de mil anos. |
Além de obras físicas, como pontes, cercas e trilhas, pesquisadores também irão preparar material para orientar os visitantes sobre a história dos locais. “Precisamos de um projeto museográfico para facilitar o entendimento [dos turistas]”, diz o turismólogo Sílvio Figueiredo, da Universidade Federal do Pará (Ufpa), que lidera a equipe responsável pelo planejamento.
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