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As imagens captadas pelo satélite sino-brasileiro CBERS passarão
a ser recebidas em três estações na África e serão distribuídas
a governos e organizações daquele continente para que monitorem
desmatamento, desastres naturais, ameaças à produção agrícola e
riscos à saúde pública. As estações ficam nas Ilhas Canárias
(Espanha), África do Sul e Egito.
O apoio ao continente africano foi determinado
pela assinatura de memorandos entre o Brasil e a China, durante
a visita do do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país
asiático, que terminou nesta quarta-feira (20), informa o
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O presidente Lula encerrou sua viagem à China com
uma visita à Agência Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST), onde
conheceu o satélite sino-brasileiro CBERS 3.
O Globo Amazônia já havia noticiado anteriormente a intenção do Brasil de ajudar países africanos no monitoramento de suas florestas tropicais, oferecendo imagens de satélite e treinamento a técnicos, para que possam realizar naquele continente acompanhamento semelhante ao que o Inpe faz da devastação na Amazônia.
O Rio Congo cruza a segunda maior floresta tropical do mundo. (Foto: Wikimedia Commons)
Aprenda a vigiar a floresta usando o mapa do Globo Amazônia .
A República Democrática do Congo, por exemplo, tem
a segunda maior floresta tropical do mundo e também enfrenta
problemas com a exploração madeireira, mineração e expansão
agrícola. No começo do ano, o governo do país cancelou dois
terços dos contratos de madeireiras que operavam em suas matas,
após verificar que elas não tinham cuidados ambientais mínimos.
Leia mais: Com o satélite Amazônia-1, Inpe espera 'turbinar' monitoramento da floresta .

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