Em operação que terminou neste sábado (24) no município de
Marcelândia, em Mato Grosso, fiscais do Ibama apreenderam
madeira clandestina e constataram que o avanço sobre a floresta
amazônica continua em ritmo muito acelerado. Em três meses, foi
apreendida madeira equivalente ao corte criminoso de seis mil árvores.
Algumas árvores são derrubadas com raiz, outras
que permanecem em pé, mas estão condenadas à morte. O movimento
de caminhões com madeira roubada da floresta é intenso.
"Não tenho o documento da carga", afirma caminhoneiro.
As toras cortadas ilegalmente vão parar nas
serrarias da região. Algumas funcionam de forma ilegal. Uma
estava há quatro meses beneficiando madeira sem qualquer
autorização dos órgãos ambientais.
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A serraria foi lacrada e fechada. O madeireiro e os funcionários
abandonaram o local assim que perceberam a chegada da
fiscalização.
Em outra serraria, que, segundo a polícia,
pertence ao presidente da associação dos madeireiros, os agentes
do Ibama chegaram a tempo de evitar o descarregamento de toras
clandestinas. O caminhão foi apreendido e a madeireira multada.
Durante a operação, nove motoristas receberam voz
de prisão. Nos depoimentos, eles evitam dar os nomes de quem
financia o corte das árvores. "Diz que está transportando,
que é carga ilegal, mas não diz para quem vai entregar”.
No fórum de Marcelândia, são dezenas de máquinas e
caminhões recolhidos no pátio. O juiz diz que existe uma
estrutura de crime organizado.
"Uma organização estadual ou até mesmo
interestadual que se beneficia da exploração ilegal de madeira,
não só em Marcelândia, como em todo norte do Brasil", diz o
juiz Anderson Candiotto.
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