Página de acesso do Sisflora, o sistema que controla o fluxo de madeira no Pará. (Foto: Reprodução)
Uma fraude no sistema que controla o fluxo de madeira no Pará liberou para venda cerca de dois mil caminhões de árvores cortadas de forma ilegal.
Segundo nota publicada pelo governo estadual, o estoque de
madeira autorizada para corte, que é controlado pela Secretaria
de Estado de Meio Ambiente (Sema), foi alterado por funcionários
da própria instituição. Nove pessoas foram afastadas para a
apuração das irregularidades.
Veja como fraudadores ‘esquentam’ madeira cortada ilegalmente
saiba mais
De acordo com o documento divulgado na noite desta segunda-feira (25), a fraude teria facilitado o comércio de 50 mil metros cúbicos de madeira ilegal. Considerando o preço médio das toras na região, a operação envolve cerca de R$ 15 milhões. Entre as espécies autorizadas há ipê, maçaranduba, angelim e sucupira, todas de alto valor comercial.
Esta reportagem está aberta para comentarios. Deixe o seu no final do texto.
Investigações preliminares indicam que a movimentação nos saldos
de estoque foi feita de dentro da própria Sema, já que não
haveria indícios do ataque de hackers. Para entrar no sistema,
foram utilizadas senhas de funcionários do governo, e as
mudanças foram feitas fora do horário de expediente.
Um processo disciplinar foi aberto na secretaria
para a apuração das fraudes. Segundo o governo do Pará, todas as
informações sobre o caso estão sendo repassadas ao Ministério
Público Federal e à Polícia Federal.
Se você vive ou viajou para a Amazônia e tem denúncias ou
ideias para melhorar
a proteção da floresta,
entre em contato com o Globo Amazônia pelo e-mail
globoamazonia@globo.com
. Não se esqueça de colocar seu nome, e-mail,
telefone e, se possível fotos ou vídeos.

O Portal de Notcias da Globo